Insônia persistente é mais frequente que a situacional

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Sono

Estudo da Universidade Laval, no Canadá, sugere que a insônia persistente pode ser mais comum do que a insônia situacional. Insônia persistente é classificada quando há a presença de pelo menos um dos sintomas previstos pela Classificação Internacional dos Distúrbios de Sono: dificuldade crônica para pegar no sono, ou manter o sono, ou despertar muito cedo pela manhã, distúrbios acompanhados de sensação de noites mal dormidas e sonolência diurna.

Os pesquisadores analisaram 3.072 adultos por cinco anos com questionamentos anuais. Desses, 13,9% daqueles com sem insônia no início do estudo desenvolveram uma síndrome de insônia durante o acompanhamento e 37,5% daqueles com insônia no início do estudo relataram insônia persistente. As taxas de insônia persistente foram maiores entre os indivíduos com insônia mais grave no início do estudo, enquanto a remissão foi mais provável naqueles com insônia menos grave.

A equipe de Morin classificou a síndrome da insônia como aqueles que tinham problemas para dormir pelo menos três noites por semana. Uma categoria menos grave incluiu aqueles que tomaram medicamentos para dormir pelo menos uma vez por semana, mas não mais do que três vezes por semana, ou aqueles que relataram estar insatisfeitos com o sono sem todos os sintomas típicos de insônia.

Segundo os pesquisadores, a insônia persistente está relacionada a uma série de resultados negativos para a saúde, incluindo depressão, ansiedade, hipertensão, diabetes, doenças cardíacas e até suicídio, e por isso, é importante identificar e intervir precocemente.

Fonte: JAMA Network Open. DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2020.18782.

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