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Aumenta Taxa de Sobrevivência de Bebês a Cirurgia Cardíaca

NOVA YORK (Reuters Health) - O número de bebês que nascem com um problema cardíaco, sempre fatal quando é tratado com cirurgia, e que conseguem sobreviver é cada vez maior graças a um procedimento cirúrgico com várias fases e à melhora dos cuidados depois da operação, informaram pesquisadores.

O problema, síndrome do coração esquerdo hipoplásico, também é a causa mais comum de morte por doença cardíaca congênita durante o primeiro ano de vida. A síndrome razoavelmente comum, ocorre em cerca de um em cada 4 mil a 6 mil nascimentos.

Em uma análise de mais de 800 recém-nascidos tratados contra o problema desde 1984, a equipe de Bernard J. Clark III do Hospital Infantil da Filadélfia, Pensilvânia, verificou que aumentou o número de crianças que sobreviveram à primeira operação.

O trabalho foi publicado na edição de novembro do Circulation: Journal of the American Heart Association.

As crianças são submetidas à cirurgia logo que nascem, aos 6 meses novamente e, uma terceira vez, entre 1 e 2 anos de idade. A operação corrige o ventrículo esquerdo, principal câmara de bombeamento do coração, que é deformado em crianças que têm a síndrome.

A taxa de sobrevivência da primeira operação aumentou de 56 por cento para cerca de 71 por cento, de 1984 a 1998. Atualmente esse índice chega a 86 por cento. A porcentagem de sobrevivência em três anos, depois que todos os procedimentos são completados, passou de 28 por cento quando o estudo começou para 66 por cento em 1998.

"Acredito que a melhora que verificamos na sobrevivência é consequência de vários fatores, como inclusão de uma segunda operação intermediária, no que antes era um procedimento de duas etapas, e melhora no tratamento da criança depois da cirurgia", disse Clark à Reuters Health.

Segundo o pesquisador, as crianças com síndrome do coração hipoplásico esquerdo são quase sempre diagnosticadas nas primeiras 24 horas de vida e podem ser submetidas a um tratamento com medicamentos até que possam ser transportadas para um local em se realizem as operações.

"É muito importante que as crianças com esse problema cardíaco sejam tratadas em centros onde a operação seja realizada frequentemente", explicou Clark.

"Atribuo uma grande parte do nosso sucesso à experiência e à disponibilidade de um centro de tratamento cardíaco abrangente", explicou o especialista.

Sinopse preparada por Reuters Health

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