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Estudo Reforça Eficácia de Droga Contra Esclerose Múltipla

LONDRES (Reuters) - Uma nova pesquisa, que será publicada esta semana, deverá mostrar que o uso precoce de altas doses de betainterferon pode diminuir ou mesmo deter o progresso da esclerose múltipla.

A informação foi divulgada na segunda-feira pela Multiple Sclerosis Society (Sociedade de Esclerose Múltipla), organização que combate os planos de frear o uso da droga na Grã-Bretanha.

Conforme a entidade, a descoberta será publicada quinta-feira no New England Journal of Medicine e deve enfatizar o valor do uso da droga Avonex.

"Há um aumento de evidências de que quanto mais cedo as pessoas fizerem este tratamento, melhores serão os resultados", disse David Harrison, porta-voz da sociedade.

Em fevereiro a Reuters havia informado a conclusão do estudo, financiado pela Biogen Inc, no momento em que o fabricante da droga encerrou a pesquisa depois que foram obtidos resultados positivos.

O chefe do estudo Lawrence Jacobs, da Escola de Medicina da Universidade do Estado de Nova York, em Buffalo, e cinco dos nove autores da pesquisa trabalham como consultores pagos para a Biogen.

Conforme Harrison, um encontro recente de especialistas em esclerose múltipla em Paris, estudou os dados do teste e concluiu que os novos pacientes diagnosticados deveriam receber grandes doses da droga.

A publicação da recente pesquisa vai aumentar a polêmica na Grã-Bretanha, onde os observadores do National Institute of Clinical Excellence (Nice) recomendaram que o betainterferon não deveria ser receitado para novos pacientes de esclerose múltipla na área administrada pelo Serviço Nacional de Saúde.

A Sociedade de Esclerose Múltipla junto com os fabricantes da droga, Schering AG e Biogen, lançaram apelos contra a posição do Nice no final da última semana.

A droga custa 14.530 dólares anuais por paciente e não pode curar a esclerose múltipla, uma doença debilitante que leva o sistema imune do corpo a destruir a bainha que protege as células nervosas no cérebro e na coluna espinhal, causando paralisia, dor e tremores.

Os que defende a droga, argumentam que é efetiva em reduzir a recaída de muitos pacientes.

No Brasil, o medicamento importado pode custar cerca de 3 mil reais.

Sinopse preparada por Reuters Health

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