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Estudo Avalia Problema Estomacal Ligado a Droga Para Artrite

CHICAGO (Reuters) - Uma nova classe de analgésicos, conhecidos como inibidores de COX-2, provoca menos problemas estomacais do que os medicamentos tradicionais para aliviar a dor, afirmou um estudo financiado por uma empresa farmacêutica na terça-feira.

Durante o estudo, financiado pela Pharmacia, cerca de 4.000 pacientes com artrite receberam durante mais de seis meses o analgésico da empresa, Celebrex, em uma dosagem duas a quatro vezes superior à recomendada para aliviar dor.

Os pacientes que tomaram Celebrex apresentaram menos complicações gastrointestinais graves -- como úlceras com sangramento, úlceras perfuradas e bloqueio do trato gastrointestinal superior -- do que aqueles que tomavam doses padrão de ibuprofeno ou diclofenac, duas drogas antiinflamatórias não-esteróides (NSAIDs) antigas.

Durante o estudo, 1,4 por cento dos pacientes tomando somente Celebrex desenvolveram úlceras ou sintomas de úlceras, em comparação a 2,9 por cento daqueles recebendo uma NSAID. No entanto, a maior parte dos pacientes que tomou aspirina junto com o Celebrex desenvolveu problemas estomacais.

De acordo com o estudo, mais de 30 por cento das pessoas que tomaram NSAIDs regularmente tiveram problemas gastrointestinais e um em dez decidiram parar de tomar essas drogas devido aos efeitos colaterais.

O Celebrex pertence à nova classe de medicamentos chamados inibidores de COX-2, que reduzem a inflamação atuando somente sobre a enzima COX-2. O ibuprofeno e outras NSAIDs tradicionais bloqueiam o COX-2 e o COX-1, uma enzima que ajuda a proteger o estômago.

"Comparado a agentes antiinflamatórios não-esteróides tradicionais, o Celebrex tem demonstrado controlar com eficácia a dor e inflamação da artrite, reduzindo o potencial de complicações de úlcera e outros efeitos colaterais graves que podem levar a hospitalização e mesmo morte", disse Jay Goldstein, professor de Medicina da Universidade de Illinois, em Chicago.

Drogas antiinflamatórias para tratar artrite, que afeta cerca de 43 milhões de norte-americanos, causam problemas estomacais em muitas pessoas.

Mais de 100.000 visitas hospitalares e cerca de 16.500 mortes anuais são relacionadas aos efeitos colaterais das drogas nos EUA.

Um editorial acompanhando o estudo, no Journal of the American Medical Association (Jama), alerta, no entanto, que as novas drogas são promissoras, mas não estão totalmente comprovadas e que mais estudos são necessários.

"Embora...(os inibidores de COX-2) possam ser 'novos e melhorados', certamente, eles não são perfeitos", afirmaram David Lichtenstein e Michael Wolfe, da Escola de Medicina da Universidade de Boston e do Centro Médico Boston.

Eles destacaram que ainda há o risco de o paciente desenvolver úlceras com as drogas, especialmente quando são tomadas com aspirina.

Sinopse preparada por Reuters Health

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