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29 de agosto de 2025 (Bibliomed). A crescente adoção da inteligência artificial (IA) no mundo tem levantado questões importantes sobre seus impactos ambientais e, consequentemente, na saúde pública. Embora a IA seja vista como uma ferramenta poderosa para avanços na medicina, logística e comunicação, seu consumo intensivo de energia e recursos naturais ainda é pouco discutido nos debates sobre ética e saúde global.
Um estudo recente publicado na The Lancet Global Health alerta para o fato de que a produção e o treinamento de algoritmos de IA exigem grandes quantidades de eletricidade, muitas vezes provenientes de fontes não renováveis. Esse processo contribui para a emissão de gases de efeito estufa, agravando as mudanças climáticas — um dos maiores desafios à saúde do século XXI.
As mudanças no clima influenciam diretamente a propagação de doenças, a disponibilidade de alimentos, a qualidade da água e o bem-estar das populações mais vulneráveis. Diante disso, os autores propõem uma abordagem ética mais ampla, que inclua a responsabilidade ambiental no desenvolvimento de tecnologias de IA.
Entre as soluções sugeridas estão a criação de uma “cultura de IA intencional”, com práticas como auditorias ambientais, transparência nos relatórios de impacto e colaboração entre países para regular o uso sustentável dessas tecnologias. O objetivo é alinhar a inovação tecnológica com metas climáticas globais e promover mais equidade em saúde.
Fonte: The Lancet Global Health. DOI: 10.1016/S2214-109X(25)00124-X.
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