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Novas orientações sugerem avaliar tromboembolismo em todos os pacientes hospitalizados

01 de fevereiro de 2010 (Bibliomed). Todos os pacientes hospitalizados – sem exceção – devem ser avaliados para o risco de desenvolver tromboembolismo venoso, segundo as novas diretrizes do Instituto Nacional para a Saúde e Excelência Clínica do Reino Unido (Nice). O tromboembolismo venoso é a ocorrência da trombose venosa profunda – obstrução das veias profundas por um trombo (coágulo de sangue) – com a embolia pulmonar – que ocorre quando um pedaço do trombo, ou mesmo o trombo inteiro (êmbolo), se solta e vai para a circulação do pulmão, podendo causar alterações respiratórias, circulatórias e até mesmo a parada cardíaca.

De acordo com os especialistas, o tromboembolismo é uma condição comum em pacientes internados, mas, na maioria das vezes, as medidas preventivas não são devidamente aplicadas. Por isso, as novas diretrizes britânicas, que cobrem todos os pacientes hospitalizados, substituem as de 2007, que previam a avaliação do tromboembolismo apenas para os pacientes operados. “Estas orientações podem, potencialmente, salvar até 10 mil vidas (apenas no Reino Unido). Todos os pacientes, sem exceção, devem ser avaliados, ao serem admitidos no hospital, para o risco de desenvolver coágulos sanguíneos e, então, serem submetidos ao tratamento adequado”, destacou o cardiologista Tom Treasure, líder do grupo de desenvolvimento das novas diretrizes.

As novas orientações destacam que os pacientes apresentam risco aumentado de tromboembolismo venoso se ficarem com mobilidade reduzida por três ou mais dias ou se for esperado uma mobilidade reduzida combinada com um ou mais dos seguintes fatores de risco: câncer ativo ou em tratamento; idade acima de 60 anos; admissão em cuidados críticos; desidratação; trombofilia; obesidade; uma ou mais comorbidades significativas (doença cardíaca; patologias endócrinas, metabólicas ou respiratórias; doenças infecciosas agudas; condições inflamatórias); histórico pessoal ou de parente de primeiro grau com tromboembolismo venoso; uso de reposição hormonal; uso de métodos contraceptivos contendo estrógeno; e veias varicosas com flebite.

Além disso, aqueles que passaram por cirurgias também apresentam risco aumentado de ter a condição se o procedimento durar mais de 90 minutos – ou 60 minutos se a cirurgia envolve a pélvis ou um membro inferior. Outro fator de risco para esses pacientes é o fato de ser admitido em condições cirúrgicas agudas e se apresentarem uma condição inflamatória ou intra-abdominal, além dos fatores anteriormente citados.

Considerando todos esses riscos, os especialistas destacam que o paciente deve ser encorajado a se movimentar logo que for possível, e que os médicos devem se certificar de que esses pacientes não fiquem desidratados. Antes de administrar medicamentos de prevenção, se forem necessários, os médicos devem avaliar se o pacientes corre risco de hemorragias. Se o risco for pequeno, os remédios indicados são o fondaparinux sódico ou a heparina; por outro lado, caso os riscos sejam maiores que os benefícios, é recomendada a profilaxia mecânica, com meias, aparelhos de impulso nos membros inferiores ou de compressão pneumática.

Fonte: British Medical Journal. 2010.

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