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Cresce Sobrevivência de HIV Positivo a Doença Respiratória

Por Alan Mozes

NOVA YORK (Reuters Health) - Pacientes infectados com HIV com pneumonia "Pneumocystis carinii" (PCP) - a infecção oportunista mais comum entre pessoas com Aids - estão quase duas vezes mais propensos a sobreviver à insuficiência respiratória grave se receberem terapia de ventilação mecânica do que ocorria de cinco a sete anos atrás, afirmam pesquisadores.

A descoberta significa que os médicos precisam levar em consideração essas melhoras de resultados quando tomam decisões em iniciar ou suspender a ventilação desse pacientes, escrevem os autores no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

"Acredito que, para famílias e pacientes que estão enfrentado a decisão de aceitar o ventilador, os dados podem sugerir que a sobrevivência é melhor do que pensávamos que era", disse J. Randall Curtis, professor de medicina associado da Universidade de Washington, em Seattle.

Curtis e sua equipe conduziram uma análise ao acaso de registros hospitalares de 1.660 pacientes HIV positivos acima de 18 anos que receberam atendimento para PCP entre janeiro de 1995 e dezembro de 1997 em mais de 70 hospitais em Nova York, Los Angeles, Miami, Chicago, Seattle, Tennessee e Arizona.

Os pesquisadores descobriram que 14 por cento dos pacientes foram admitidos em uma unidade de terapia intensiva (UTI) durante sua estadia no hospital e 9 por cento receberam ventilação mecânica para insuficiência respiratória.

A equipe de pesquisadores destacou que dos pacientes que receberam ventilação por menos de duas semanas, quase 40 por cento sobreviveram e foram liberados do hospital - comparados com a taxa de sobrevivência estimada mais baixa de cerca de 20 por cento entre 1992 e 1995.

Eles também descobriram que enquanto as taxas de sobrevivência de PCP com ventilação mecânica caíram para 17 por cento se o tratamento durasse mais de duas semanas, este número também é mais alto do que indicaram estudos anteriores.

Curtis disse que os resultados do estudo foram, de uma forma, surpreendentes. "Na verdade, eu teria prognosticado um resultado oposto ao que encontramos", destacou Curtis.

"Acredito que o ponto importante a se fazer é que, enquanto as terapias anti-retrovirais fizeram uma enorme diferença, estamos observando pessoas que pegaram PCP - de modo que este é, em grande parte, um grupo para quem os anti-retrovirais não estão funcionando ou eles não estão tomando os retrovirais, talvez porque eles não estejam inclusos no sistema de atendimento médico, eles não sabem que têm HIV ou eles escolheram não tomar os medicamentos", disse Curtis.

"Eles podem estar em um grupo total de pessoas muito mais doente, aqueles que desenvolvem PCP, e portanto você deve esperar que suas taxas de sobrevivência sejam mais baixas. Mas não foi isso que descobrimos - na verdade eles estão se saindo melhor do que no início da década de 90", acrescentou Curtis.

Curtis destacou que a linha de base para médicos, pacientes e membros familiares é manter-se a par dessa informação da taxa de sobrevivência para tomar uma decisão de tratamento acertada.

"Acredito que existem alguns médicos que desenvolveram a crença de que a ventilação mecânica para insuficiência respiratória apresenta uma taxa de sobrevivência muito baixa e, portanto, não é indicada", alertou Curtis.

"Entretanto, a maioria das pessoas, se é dada uma chance de 40 por cento, estaria inclinada a aceitar a terapia e a ventilação mecânica. Como um todo, a maioria dos pacientes gostaria desse tipo de cuidado."

Sinopse preparada por Reuters Health

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