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Notícias de saúde

Nordeste ganha fábrica de medicamentos sólidos e de anti-retrovirais

13 de Dezembro de 2002 (Bibliomed). Outras duas unidades de produção do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) foram inauguradas esta semana – a de Formas Farmacêuticas Sólidas (fábrica de comprimidos, cápsulas e remédios em pó) e a de anti-retrovirais, utilizados no combate à Aids. Com os novos equipamentos e instalações, a fabricação destes produtos sólidos aumentará em até cinco vezes, passando de 200 milhões de unidades/ano para um bilhão de unidades.

O Lafepe ocupa hoje o segundo lugar no ranking dos maiores laboratórios oficiais do país, perdendo apenas para a Fundação de Remédio Popular (Furp-SP). Esses laboratórios oficiais são importantes na medida em que produzem medicamentos a custo muito menor do que as empresas multinacionais, possibilitando que mais pessoas sejam beneficiadas. Para se ter uma idéia, em 1998 o governo federal gastou R$ 940 milhões no tratamento de 72 mil pessoas com Aids, oferecendo apenas oito medicamentos. Em 2002, a despesa caiu para R$ 534 milhões e o número de assistidos pelo programa aumentou para 115 mil pessoas. O Lafepe produz medicamentos anti-retrovirais desde 1995. O Programa Farmácias Lafepe atende hoje cerca de 120 mil pessoas/mês, comercializando 170 medicamentos genéricos.

Seu plano de expansão prevê a abertura de novas farmácias nos municípios pólos do estado, dentro da estratégia dos eixos viários de interiorização das BRs 232 e 408, além do apoio aos núcleos de pesquisas e desenvolvimento. Pesquisa recente comprovou que 71% dos consumidores das Farmácias Lafepe têm renda inferior a cinco salários mínimos.

Para a construção da nova fábrica, que possui 4,8 mil metros quadrados de área, foram investidos mais de R$ 10 milhões, sendo R$ 8,172 milhões do Ministério da Saúde e R$ 3,328 milhões do governo de Pernambuco. O maquinário foi substituído por equipamentos nacionais de última geração, como as emblistadeiras, que agilizam a produção e o envelopamento dos comprimidos, e têm capacidade para produzir cada uma 250 mil comprimidos por hora.

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