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Personalidade não aumenta risco de desenvolver câncer

08 de Agosto de 2002 (Bibliomed). Uma nova pesquisa vem mostrar que, ao contrário do que se acreditava desde a antiguidade, a personalidade não influencia o risco de uma mulher ter câncer de mama. A equipe de Kirsi Lillberg, do Departamento de Saúde Pública da Universidade de Helsinque, na Finlândia, avaliou 12.499 gêmeas finlandesas com idade superior a 18 anos, entre os anos de 1976 e 1996. As mulheres responderam questionários sobre aspectos de saúde que incluíam perguntas sobre características da personalidade, em 1975 e em 1981. Também foram analisados outros possíveis fatores de risco para o desenvolvimento de tumor de mama, como idade, peso, classe social, idade em que teve o primeiro filho, número de filhos, prática de atividade física, consumo de álcool e tabaco. Foram diagnosticados 253 casos de câncer.

Com base nos resultados do estudo, os pesquisadores afirmaram para o International Journal of Cancer que ser extrovertida, neurótica, hostil (personalidade marcada por irritabilidade, facilidade de discutir e de ficar com raiva) ou ter uma personalidade do tipo A (caracterizada por ambição, competitividade e agressividade) não aumenta - de forma individual ou em combinação - o risco de desenvolver a doença.

O resultado reforça outras pesquisas recentes. "Esse estudo é bastante coerente com a opinião atual da maior parte dos cientistas comportamentais. Ele deveria ser visto como uma espécie de tranqüilizador diante da idéia de existir personalidade ‘causadora’ de câncer", disse Michael Stefanek, do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Uma análise de 46 estudos realizados no Instituto do Câncer de Roswell Park, em Buffalo (Nova York), publicados entre 1970 e 1996, também não detectou conexão entre variáveis como estresse e depressão e câncer de mama. Outro estudo recente realizado na Holanda também não encontrou vínculo substancial entre câncer e personalidade, com exceção de um aumento muito pequeno no risco entre as mulheres que apresentavam personalidade não-emotiva, caracterizada pela falta de confiança em sentimentos verdadeiros de alguém.

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