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Doenças adquiridas no trabalho preocupam políticos e especialistas

19 de Junho de 2002 (Bibliomed). Quanto o Brasil gasta com acidentes de trabalhos e com a assistência de trabalhadores vítimas de doenças ocupacionais? Essas perguntas ficaram sem respostas em um seminário realizado no Espaço Cultural da Câmara dos Deputados, em Brasília. Com intenção der verificar a qualidade e os custos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o serviço prestado às pessoas que adoeceram em conseqüência do trabalho e de debater as novas relações entre capital e trabalho, a Câmara dos Deputados realizou o “Seminário sobre saúde do Trabalhador”.

Os parlamentares, entretanto, chegaram à conclusão de que o atendimento não anda muito bem. O único dado apresentado pelo diretor do departamento do Regime Geral de Previdência do Ministério da Previdência, Geraldo Arruda, referente à saúde dos trabalhadores foram os registrados de aproximadamente 343 mil acidentes de trabalho no País em 2000. O setor que mais provocou acidentes de trabalho foi o de extração mineral. O diretor admitiu que vários casos não são notificados, como os de lesão por esforço repetitivo (LER), já que muitas empresas se recusam a reconhecer a doença como conseqüência do trabalho.

O deputado Paulo Rocha (PT-PA), que promoveu o encontro, acredita que a falta de fiscalização e de prevenção por parte do governo contribui para a proliferação de doenças adquiridas no ambiente profissional. O deputado apresentou, há alguns meses, o projeto de lei que reduz a jornada de trabalho dos bancários para cinco horas diárias. O político criticou as práticas adotadas atualmente pelas empresas: exploração da mão-de-obra, terceirização inadequada, intensificação da jornada de trabalho e desrespeito aos direitos legais.

Uma das especialistas que proferiu palestras, a professora da Universidade de Paris, Annie Thebaud, informou que as lesões por esforço repetitivo (LER) ocupam o primeiro lugar no ranking das doenças profissionais na Europa. Na França, também é significativa a mobilização realizada pelas vítimas do amianto, proibido no país há cinco anos.

Livro

Ainda em Brasília, durante a reunião do Conselho Nacional de Saúde, em Brasília, foi lançado o livro “Doenças relacionadas ao trabalho: Manual de procedimentos para os serviços de saúde”. Publicado a partir da ação conjunta entre Ministério da Saúde (Coordenação de Saúde do Trabalhador), Opas e OMS, a obra foi organizada pela professora Elizabeth Costa Dias, do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG.

O livro de 580 páginas pretende orientar os profissionais dos serviços de saúde, em especial os da atenção básica, sobre os procedimentos de assistência, prevenção e vigilância da saúde dos trabalhadores, tendo como referência a nova Lista Brasileira de Doenças Relacionadas ao Trabalho, organizada pelo Ministério da Saúde e publicada em novembro de 1999.

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