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Idosos que moram sozinhos vivem felizes

29 de Abril de 2002 (Bibliomed). Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou que os idosos podem viver – e muito bem – mesmo morando sozinhos. Os pesquisadores acompanharam um grupo de pessoas na terceira idade que reside em um bairro de classe média de São Paulo. Ao contrário do que a maior parte das pessoas imagina, o idoso pode viver feliz sem morar na companhia dos familiares. A sensação de independência leva muitos idosos a preferir não morar com parentes. O comportamento é freqüente, no entanto, entre as pessoas que estão na terceira idade e que têm recursos materiais e apoio.

A pesquisa, realizada pelo setor de Geriatria da Unifesp, acompanhou 44 idosos que moravam sozinhos há mais de dez anos. Os pesquisados tinham idades que variavam entre 72 e 94 anos. A maior parte dos entrevistados – cerca de 97% – afirmaram que preferem morar sozinhos a voltar a dividir a moradia com outros familiares. Além da sensação de independência, os idosos se sentem incentivados a continuar sozinhos para não incomodar parentes. Quase 85% dos idosos pesquisados eram viúvos. Mais de 80% do grupo era formado por mulheres.

Ao morar sozinhos, os idosos mantêm sua autonomia e capacidade funcional por mais tempo. Os dados da pesquisa mostram que não ter uma companhia foi uma opção dos pesquisados, que preferiram o afastamento, apesar do apoio familiar. A pesquisadora Sônia Geib, autora de uma tese de mestrado baseada no trabalho, explica que muitos entrevistados tinham condições de realizar diversas tarefas diárias. O mesmo quadro não é encontrado entre os idosos que moram com as famílias, perdendo a privacidade, a independência e, conseqüentemente, a autonomia. Dividir a moradia com os parentes pode significar dependência e facilitar a ocorrência de conflitos.

A pesquisa da Unifesp faz parte do Projeto Epidoso, coordenado pelo Centro de Estudos do Envelhecimento. Desde 1991, o projeto multidisciplinar acompanha os idosos da Vila Clementino. Inicialmente, mais de 1.600 pessoas participavam dos trabalhos. Hoje, levando-se em conta as desistências e mortes, 300 idosos contribuem com as pesquisas da Unifesp. A universidade verifica a mudança no perfil da população e suas necessidades. Segundo os especialistas da Unifesp, o envelhecimento da população brasileira exige alterações na estrutura social, de forma a criar condições para que o idoso tenha como viver adequadamente, principalmente quando opta por viver sozinho.

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