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Notícias de saúde

Autoridades de saúde em alerta contra a febre amarela

Belo Horizonte, Fevereiro de 2002 (Bibliomed). A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão executivo ligado ao Ministério da Saúde, vai fazer uma campanha intensiva contra a febre amarela. Rádio e TV serão usados para veicular anúncios sobre as regiões do País com maior índice de contaminação pela doença. O objetivo da campanha é garantir que as pessoas que pretendem viajar se vacinem antes. Barreira para vacinação serão colocadas nas estradas para as regiões mais infectadas.

Para garantir a segurança, a dose precisa ser tomada dez dias antes da chegada às regiões consideradas de risco. Um dos receios do governo federal é o de urbanização da febre amarela. Todos os casos registrados no País nos últimos meses foram do tipo silvestre da doença. O último caso urbano foi registrado em 1942.

A ocorrência da febre amarela tem ocorrido apenas nas zonas de mata brasileira. Entretanto, se a doença chegar aos centros urbanos a situação deve se complicar, já que a febre amarela é transmitida nas grandes cidades pelo Aedes aegypti, mosquito que está disseminado em diversas regiões do País. Os técnicos da Funasa também estão verificando, nas áreas de risco, se todos os moradores estão vacinados.

A necessidade de vacinação está concentrada em todos os estados das regiões Norte e Centro-Oeste, além de diversos municípios no Sul, Sudeste e Nordeste do País. Em 2002, o estoque de vacinas do órgão é de 26 milhões de doses. Fora das áreas de risco não há necessidade de imunização, já que o vírus não está em circulação e a dose da vacina pode causar efeitos colaterais raros, porém graves. A vacina contra a febre amarela já provocou quatro óbitos desde 1999.

O tipo silvestre da doença só pode ser prevenido mediante a vacinação. Isto porque não há formas de erradicação deste tipo da febre amarela, já que o vírus causador do problema está em permanente circulação natural. O vetor da doença nas florestas tropicais é principalmente o macaco.

Uma pessoa desprotegida que visita uma região florestal pode ser picada por dois tipos de mosquito que estejam contaminados: o Haemagogus e o Sabethes, que são os transmissores na área silvestre. O prazo de validade da vacina é de dez anos.

A partir de 1998, o Brasil passou a registrar o surto da doença entre os macacos de algumas regiões, quadro chamado de epizootia. No decorrer de 1998 e de 1999, diversos estados registraram surtos da febre amarela. Desde 1998, ano em que foram intensificadas as campanhas de vacinação, cerca de 61 milhões de doses da vacina já foram aplicadas em todo País.

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