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Ecstasy Aumenta Frequência Cardíaca e Pressão, Diz Estudo

Por Merritt McKinney

NOVA YORK (Reuters Health)
- O ecstasy, droga "clubber" que está se tornando cada vez mais popular, pode aumentar o risco de complicações cardiovasculares, afirmaram pesquisadores.

Em um novo estudo, doses moderadas de ecstasy, ou MDMA, aumentaram a frequência cardíaca, a pressão sanguínea e a carga de trabalho do coração tanto quanto um medicamento usado para estimular o coração.

As elevações na frequência cardíaca e pressão sanguínea são similares àquelas que ocorrem durante exercícios intensos, disse John Mendelson, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, à Reuters Health.

"Embora a maioria das pessoas, especialmente as jovens, não deva ter problemas com esse nível de aumento na frequência cardíaca e pressão sanguínea, qualquer pessoa com...doença cardíaca pode ter problemas", afirmou Mendelson.

O estudo incluiu oito pessoas que usaram ecstasy pelo menos muitas vezes no passado. Na primeira das quatro sessões semanais, os participantes receberam um dose intravenosa crescente da droga dobutamina, que possui efeitos estimulantes no coração.

Durante a administração do medicamento, os pacientes foram submetidos a ecocardiografia, que produz imagens do coração em movimento.

Nas outras três sessões, os participantes receberam uma de duas doses de ecstasy ou uma pílula inativa (placebo).

A taxa cardíaca e a pressão sanguínea foram medidas antes e depois de cada dose. Uma hora após receber a droga ou o placebo, cada pessoa era submetida a ecocardiografia.

A maior dose de ecstasy (que corresponde a uma dose média da droga) aumentou a frequência cardíaca em cerca de 28 batimentos por minuto, afirmaram os pesquisadores na edição de 19 de dezembro de Annals of Internal Medicine.

Também aumentou a pressão sanguínea, com o número maior (pressão sistólica) aumentando em 25 milímetros de mercúrio (mm Hg) e o número menor (pressão diastólica) aumentando em 7 mm Hg. As elevações na pressão sanguínea e frequência cardíaca foram similares àquelas produzidas pela dobutamina.

A dose menor de ecstasy não aumentou a pressão sanguínea nem a frequência cardíaca.

Quando a frequência cardíaca e pressão sanguínea se elevam em situações naturais, como durante exercícios, o coração se torna mais eficiente, bombeando com mais força, de acordo com Mendelson. Mas isso não aconteceu quando os participantes tomaram ecstasy, destacou o pesquisador.

"O que isso significa é que o coração está trabalhando mais, mas com menos eficiência", explicou Mendelson. "Provavelmente, isso diminui a quantidade de 'reserva cardíaca', o que significa que demandas adicionais na função cardíaca podem não estar sendo atendidas."

Mendelson afirmou que essas mudanças podem não ter muito efeito em pessoas jovens e saudáveis, mas em pessoas mais velhas ou naquelas com doença cardíaca não diagnosticada, o efeito pode ser "muito grave".

No estudo, Mendelson e sua equipe destacaram que as condições de teste da pesquisa foram muito diferentes de como o ecstasy normalmente é consumido. Os cientistas afirmaram que muitos usuários tomam a droga enquanto dançam em boates abafadas e lotadas de pessoas e que eles devem tomar mais de uma dose ou beber ou tomar outras drogas ao mesmo tempo.

Além disso, os efeitos da droga podem ser diferentes em pessoas com doenças cardiovasculares, em comparação aos participantes do estudo, que eram saudáveis.

Em entrevista à Reuters Health, Mendelson disse que atividades físicas como dançar podem compensar a carência do efeito do ecstasy na eficiência do coração.

Sinopse preparada por Reuters Health

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