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24 de fevereiro de 2026 (Bibliomed). Um novo estudo sugere que a hipertensão arterial pode começar a afetar o cérebro antes mesmo de a pressão sanguínea ficar elevada. Pesquisadores observaram alterações precoces em células cerebrais ligadas à circulação e à função dos neurônios.
Segundo o estudo, logo no início do processo que leva à hipertensão, células que revestem os vasos do cérebro já mostram sinais de envelhecimento e menor produção de energia. Também foram identificadas mudanças em neurônios importantes para a comunicação entre áreas cerebrais e para funções como memória e atenção.
Esses danos silenciosos ajudam a explicar por que a hipertensão é um fator de risco para demência e outros problemas cognitivos. Um achado animador foi que um medicamento usado no tratamento da pressão conseguiu reverter parte dessas alterações iniciais em modelos experimentais.
Os autores destacam que esses resultados reforçam a importância do diagnóstico e do tratamento precoce da hipertensão. Mesmo antes de a pressão subir, processos nocivos podem já estar em andamento no cérebro, e agir cedo pode ajudar a proteger a saúde cognitiva.
Fonte: Neuron. DOI: 10.1016/j.neuron.2025.10.018.
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