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Fatores Genéticos Determinam Níveis de Chumbo no Corpo

Por Anne Harding

NOVA YORK (Reuters Health) - Muito chumbo no corpo é sinal de más notícias, mas um novo estudo sugere que certas variações genéticas podem determinar a forma como a toxina é distribuída no corpo de uma pessoa.

A equipe de Brian S. Schwartz, da Escola de Higiene e Saúde Pública Johns Hopkins, em Baltimore (Maryland), verificou que variações em dois genes, ALAD e VDR, afetaram três medidas dos níveis de chumbo no corpo em pessoas expostas ao metal.

Os pesquisadores observaram os níveis de chumbo no sangue e ossos assim como a quantidade de chumbo excretada depois de receberem um agente quelante, substância que remove o chumbo do corpo.

A equipe verificou que as pessoas com a versão ALAD2 do gene tinham níveis mais altos de chumbo no sangue que as pessoas com a versão ALAD1 do gene. Os indivíduos que apresentavam a versão VDRB do gene tiveram níveis maiores no sangue e nos ossos, assim como níveis mais altos de chumbo quelante comparados aos que apresentavam a versão VDRb.

O estudo incluiu 789 trabalhadores da Coréia do Sul expostos ao chumbo no emprego, segundo informou artigo publicado na edição de outubro do Environmental Health Perspectives (Perspectivas de Saúde Ambiental).

Conforme Schwartz, professor associado de ciências de saúde ambiental, não está claro se a variação genética é perigosa ou útil.

"Ainda não estamos completamente certos sobre qual gene é melhor ou pior para a saúde', disse Schwartz à Reuters Health. Atualmente, os pesquisadores estão observando a maneira como o chumbo afeta a saúde dos trabalhadores.

O chumbo pode ser absorvido pelo corpo através da pele, pulmões ou aparelho digestivo e pode danificar o cérebro, nervos, rins e outros órgãos. A maior parte do metal acaba se acumulando nos ossos, mas também pode se ligar às células vermelhas do sangue. O chumbo removido do corpo pela quelação provém de tecidos moles e órgãos onde poderia causar danos maiores.

Schwartz observou que os níveis sanguíneos mais altos verificados em pessoas com o ALAD2 podem ser um fator de proteção.

O fato das pessoas que apresentam o ALAD2 terem níveis sanguíneos de chumbo mais altos pode significar que o chumbo está ligado em quantidades maiores às células vermelhas do sangue sendo menos propenso a migrar para os órgãos, informou Schwartz.

"Dados recentes informam que altos níveis sanguíneos são provavelmente bons porque mantém o chumbo fora dos órgãos alvo onde pode causar problemas", explicou Schwartz.

Para o pesquisador, estas conclusões são relevantes tanto para os Estados Unidos quanto para a Coréia do Sul.

"Temos muitas pessoas expostas ao chumbo nos Estados Unidos", disse o especialista se referindo, por exemplo, a indústrias como fábricas de baterias. Schwartz explicou que os pesquisadores realizaram o estudo na Coréia do Sul porque os empregadores norte-americanos não permitiriam um estudo como esse.

"Está se tornando uma dificuldade crescente realizar pesquisas sobre saúde ocupacional neste país, especialmente quando tentamos quantificar os efeitos de substâncias químicas para a saúde em consequência das preocupações dos empregadores sobre litígios", explicou Schwartz.

Sinopse preparada por Reuters Health

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