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Terapia Genética Poderá Tratar Pacientes com Alzheimer

Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - Um tipo de terapia genética que utiliza uma versão inócua do vírus da Aids e uma proteína que nutre células nervosas pode ajudar a prevenir o avanço da doença de Parkinson em pacientes apresentando os primeiros sintomas, afirmaram pesquisadores na quinta-feira.

De acordo com o estudo publicado na edição de sexta-feira da revista Science, testes em macacos sugerem que pode ser possível recuperar as células nervosas destruídas pela enfermidade.

"Conseguimos reverter completamente déficits motores nestes animais e também prevenir completamente a destruição da substância negra (a parte do cérebro lesada pela doença de Parkinson)", disse Jeffrey Kordower, neurologista do Centro Médico Rush Presbyterian-St. Luke, em Chicago.

A doença de Parkinson afeta cerca de uma em cada 100 pessoas entre 65 anos e uma em 50 pessoas entre 80 anos em todo o mundo. A doença progressiva resulta da destruição de neurônios que produzem dopamina, uma substância química importante na transmissão de mensagens relacionada ao movimento.

Pacientes com a doença começam a apresentar tremores ou uma forma estranha de rigidez e podem ficar paralisados e morrer. Não existe cura e os tratamentos só retardam o avanço da doença por um tempo, até que param de agir.

Kordower e sua equipe, incluindo cientistas do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, em Lausanne, Suíça, e na França, retiraram o material genético do HIV para torná-lo inofensivo. O HIV é um bom vetor, ou transportador, para terapia genética, pois se liga às células e coloca seu material genético dentro delas.

Dentro do vírus esvaziado, os pesquisadores introduziram um gene para o fator neurotrófico derivado de células de neuroglias (GDNF), uma proteína que, em estudos anteriores, afetou os neurônios produtores de dopamina.

Depois, Kordower e sua equipe injetaram essa combinação, ou seja, um vírus carregando um gene simulado, no cérebro de "modelos" de Parkinson de macacos -- animais velhos cujos cérebros começaram a se degenerar e macacos com uma doença similar ao Parkinson.

De acordo com Kordower, nos dois casos, a terapia genética fez com que as células produtoras de dopamina funcionassem melhor. O efeito durou meses e podiam ser claramente observados nas tarefas feitas pelo segundo grupo.

"Antecipamos que podemos obter benefícios a longo prazo de um único tratamento", disse Kordower, que apresentou suas descobertas em um encontro dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA esta semana. O pesquisador acredita, no entanto, que o método não será eficaz em pacientes com Parkinson em estágio avançado, pois eles já perderam muitas células nervosas.

Sinopse preparada por Reuters Health

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