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Tecnologia da NASA usada no tratamento da musocite oral

16 de março de 2011 (Bibliomed). Tecnologia desenvolvida pela NASA (National Aeronautics and Space Administration), a agência espacial norte americana, é a nova arma dos cientistas para amenizar os efeitos colaterais decorrentes do tratamento contra o câncer. Originalmente criada para experimentos de crescimento de plantas em missões dos ônibus espaciais, a tecnologia chamada High Emissivity Aluminiferous Luminescent Substrate (HEALS), é à base de luz.

A ser administrado em pacientes que se submeteram a tratamentos de transplante de medula óssea e de células tronco, o HEALS utiliza LEDs - diodos emissores de luz - semelhantes aos usados em aparelhos eletrônicos, mas capazes de emitir luz em duas freqüências, conhecidas como infravermelho próximo e infravermelho distante.

Durante o estudo, ao longo de dois anos, pacientes que se submeteram aos transplantes receberam aplicações de luz para o tratamento da mucosite oral - um efeito colateral comum e extremamente doloroso da quimioterapia e da radioterapia. Os resultados mostraram que há chances de ate 96% de melhor nos sintomas da mucosite.

Os resultados encontrados pelos pesquisadores representam um grande avanço no tratamento da mucosite oral, já que os medicamentos utilizados até então provocavam outros efeitos colaterais negativos que, somados ao do tratamento do câncer, pioravam a qualidade de vida dos pacientes.

O tratamento a base de luz estimula o desenvolvimento das células, auxiliando na cicatrização. Mais barato que a internação do paciente, o HEALS traz melhoras significativas no tratamento desse, além de poder ser usado proativamente, ou seja, sem a necessidade de que a dor apareça para começar o tratamento.

Entre os benefícios do tratamento a base de HEALS estão a melhor nutrição do paciente, já que sem feridas na boca e garganta a alimentação se torna mais fácil, menor uso de narcóticos para tratar as dores e melhorias na autoestima e qualidade de vida, o que reduz o tempo de internação e, consequentemente, as chances de infecções.

Fonte: Diário da Saúde, 10 de março de 2011

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