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Palavras ajudam na compreensão matemática

09 de fevereiro de 2011 (Bibliomed). Nem só de números vive a matemática. É o que aponta novo estudo publicado pela University of Chicago. Baseado em pesquisas sobre pessoas surdas na Nicarágua que nunca aprenderam a língua de sinais e que se comunicam através de gestos que desenvolveram sozinhas, chamados de homesigns, concluiu-se que essas não conseguem compreender o valor numérico de números maiores que três.

Já os deficientes auditivos que aprendem a língua de sinais convencional, conseguem aprender o significado de números altos. Quanto mais jovem se começa o processo maior é o aprendizado. Assim como acontece com as crianças, ao desenvolver a linguagem de sinais, o deficiente consegue distinguir os valores e significados das palavras e números.

O estudo ilustra a complexidade da aprendizagem das relações simbólicas incorporadas na linguagem, incluindo aparentemente simples conceitos numéricos. O trabalho pode ajudar os pesquisadores a descobrir mais sobre como a linguagem molda a maneira como as crianças aprendem desde cedo os conceitos matemáticos, e como esse processo crucial pode dar errado nos anos pré-escolares.

“Não é apenas as palavras do vocabulário que importa, mas a compreensão das relações que estão por trás das palavras”, diz Susan Goldin-Meadow, professora de Psicologia da University of Chicago. Segundo ela, compreender que oito é um a mais do que sete e que um é menos que nove depende das palavras, e que os surdos que não aprenderam a linguagem de sinais não conseguiam compreender que os números dependem uns dos outros em termos de valor.

O mesmo acontece com pessoas que vivem em culturas isoladas. Essas não aprendem o valor de números que não fazem parte da cultura local. É o que acontece com algumas tribos indígenas brasileiras, cujo maior número que conhecem é o cinco, e não existem palavras para algarismos maiores que esse. Assim, os índios não conseguiam organizar mais do que duas filas com cinco itens.

Fonte: Proceedings of the National Academy of Sciences, fevereiro de 2011

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