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Pais transmitem hábito de fumar aos filhos

31 de janeiro de 2011 (Bibliomed). Pesquisa realizada na Espanha mostra os que pais fumantes podem influenciar os filhos a fumar. A descoberta da equipe da Universidade de Santiago de Compostela (USC) é a de que quando o pai é fumante há mais chances de o filho ser fumante do que a filha. O mesmo vale quando é a mãe quem fuma, a filha tem mais possibilidades de desenvolver o hábito de fumar do que o filho. “Se a mãe fuma, não parece ter impacto sobre a probabilidade de seu filho de fumar e, similarmente, um pai que fuma não afeta a sua filha”, diz Maria Loureiro, uma das responsáveis pelo estudo.

Publicada na revista Oxford Boletim de Economia e Estatística, o estudo foi realizado em lares onde havia pais presentes e em famílias monoparentais, ou seja, chefiados apenas por um dos pais, em sua maioria por mulheres. Quando tanto pai quanto mãe fumam, as chances de um filho fumar é de 24% (se for homem) e 23% (se for mulher), mas essa taxa cai para 12% quando nenhum dos pais tem esse hábito.

Já em famílias monoparentais onde a mãe é fumante, ela transmite tanto ao filho quanto à filha o habito de fumar, sendo que a probabilidade de se tornar fumante é de 32% para o filho e 28% para a filha. "Estes resultados têm importância evidente em termos de formulação de políticas públicas de combate ao tabagismo. Políticas que são bem sucedidas na redução tabagismo entre os pais também irão afetar os seus filhos. Políticas antifumo para os jovens precisam ser colocadas em prática e incluirá também a contexto familiar e social em que vivem", explica Loureiro .

Fonte: Oxford Bulletin of Economics and Statistics, 28 de Janeiro de 2011.

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