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Capacidade de reconhecer rostos pode alcançar o pico após os 35 anos, diz estudo

30 de dezembro de 2010 (Bibliomed). Nossa capacidade de lembrar e reconhecer rostos pode chegar ao máximo entre os 30 e 34 anos de idade - uma década depois da maioria das nossas habilidades mentais -, segundo novo estudo da Universidade de Harvard, nos EUA. Apesar de evidências anteriores indicarem que a função cognitiva atinge o pico no início da idade adulta, o novo estudo sugere que a prática faz com que a capacidade de reconhecer rostos melhore até quase 35 anos de idade.

“Nós todos olhamos rostos - e praticamos a observação da face - todo o tempo”, destacou a pesquisadora Laura Germine, em artigo que será publicado na próxima edição da revista científica Cognition. “Pode ser que as partes do cérebro que usamos para reconhecer rostos exijam esse período estendido de ajuste no início da idade adulta para nos ajudar a apreender e a lembrar uma grande variedade de rostos diferentes”, acrescentou a especialista.

Usando o Teste Cambridge de Memória Facial (www.testmybrain.org) de reconhecimento de rostos gerados em computador, os pesquisadores avaliaram 44 mil voluntários com idades entre 10 e 70 anos. E descobriram que as habilidades em outras tarefas mentais, como lembrar nomes, começa a declinar entre 23 e 24 anos de idade, como em estudos anteriores. Por outro lado, o reconhecimento de rostos aumenta acentuadamente entre 10 e 20 anos e continua aumentando, embora mais lentamente, após os 20 anos, alcançando pico de 83% de respostas corretas na faixa etária de 30 a 34 anos.

Um experimento de acompanhamento envolvendo rostos de crianças gerados em computador mostrou resultados similares, com o melhor desempenho ocorrendo em pessoas com pouco mais de 30 anos. Após essa idade, segundo os pesquisadores, haveria um declínio lento da capacidade de reconhecer rostos, com essa habilidade, aos 65 anos de idade, sendo similar aos 16 anos.

“Pesquisas sobre a cognição tem tendido a focar no desenvolvimento aos 20 anos de idade e envelhecimento após 55 anos”, destacou a pesquisadora. “Nosso trabalho mostra que os 35 anos - anteriormente pensados serem bastante estáticos - podem, na verdade, serem mais dinâmicos do que muitos cientistas esperavam”, concluiu a especialista.

Fonte: Cognition. Publicado on-line em 03 de dezembro de 2010.

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