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Uma em cada 30 pessoas tem o gene da doença falciforme em Minas

08 de setembro de 2009 (Bibliomed). Doença genética mais comum no Brasil, a doença falciforme incide sobre um a cada 1400 nascidos vivos em Minas Gerais, se configurando como uma relevante preocupação no contexto da saúde pública. Segundo dados do Serviço de Referência em Triagem Neonatal de Minas Gerais (Nupad/Faculdade de Medicina/UFMG) – responsável pelo diagnóstico da doença através do teste do pezinho –, uma em cada 30 pessoas em Minas é portadora do gene da doença (traço falciforme), o que não significa que tenha a doença e apresente os sintomas, mas que pode ter filhos com a condição.

A doença é marcada pela herança do gene da hemoglobina S tanto do pai quanto da mãe – a cada gravidez, o casal portador do traço tem 25% de chances de ter uma criança com doença falciforme. Quando isso ocorre, as hemácias do sangue do filho podem, em determinadas situações, adquirir formato de foice, tornando-se rígidas, o que aumenta os riscos de obstrução dos vasos sanguíneos e outras complicações. Os sintomas e manifestações mais comuns da doença são crises de dor; anemia; infecções e febre; ulcerações; icterícia (olhos amarelados); aumento anormal do baço; AVC; e crise torácica, com tosse, febre, dor e dificuldade respiratória.

Apesar de não haver cura, o diagnóstico precoce pelo teste do pezinho (realizado no quinto dia de vida do bebê), seguido de acompanhamento multiprofissional, pode amenizar o impacto da condição na qualidade de vida das pessoas com doença. "Um dos resultados alcançados pela Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme foi expor, de maneira irredutível, a relevância da patologia no contexto da saúde pública no país e iniciar uma organização de serviços coerente com a atenção integral a partir do diagnóstico precoce na triagem neonatal e por todo o período do tratamento", destacou o professor José Nelio Januário, diretor do Nupad.

Por causa da alta incidência da doença e da grande prevalência do traço falciforme, importantes questões no contexto da saúde pública, profissionais de saúde de diferentes especialidades, pesquisadores, gestores públicos e membros do controle social de diversas partes do mundo se reúnem entre os dias 03 e 07 de outubro em Belo Horizonte no V Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias e Encontro Pan-Americano para Doença Falciforme - OPAS / OMS. Contando com ampla participação internacional, o evento contemplará os principais temas relativos ao contexto atual da doença falciforme, com ênfase em pesquisas científicas inovadoras e nos avanços para o tratamento e acompanhamento da doença.

Fonte: Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad/FM/UFMG). Jornalista Leandro Perché.

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