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Especialistas associam diabetes infantil a um maior risco de distúrbios alimentares

17 de dezembro de 2008 (Bibliomed). Crianças com diabetes têm maior risco de desenvolver distúrbios alimentares, segundo pesquisadores do Medical College of Geórgia, nos Estados Unidos. Apoiados pela Associação Americana do Diabetes, eles irão realizar um estudo, nos próximos três anos, para descobrir se o culpado dessa relação seria a própria doença ou o tratamento para o diabetes.

“Assim que são diagnosticadas e adaptadas ao tratamento do diabetes, crianças já têm de lidar com uma variedade de questões que as colocam em risco para distúrbios alimentares. As questões psicológicas que vêm com o diagnóstico podem aumentar esse risco”, destacou a psicóloga pediátrica Deborah Young-Hyman. “Há também, na sociedade, a orientação pela magreza, contrastando com o diagnóstico e o controle de uma doença de longa duração e com a adaptação psicológica que vêm com isso”, acrescentou.

Segundo os especialistas, além das questões psicológicas decorrentes da doença propriamente dita, há o tratamento que prescreve um comportamento alimentar obsessivo, como a restrição de carboidratos, o que poderia aumentar os riscos de distúrbios alimentares.

O tratamento com a insulina, por exemplo, aumenta o apetite, podendo causar o ganho de peso. E pessoas com diabetes tipo 1 têm deficiência  na produção de amilina – hormônio importante para a sensação estomago cheio – o que também aumentaria a propensão a comer em excesso.

Por causa dessas questões, os especialistas querem saber se “esse comportamento prescrito contribui para os transtornos alimentares e/ou se há mecanismos psicológicos que impedem as crianças de controlar seu comportamento alimentar”. Segundo eles, essa relação leva a uma infeliz sinergia, com tanto o diabetes quanto os distúrbios alimentares levando a dificuldades no controle da glicose.

O estudo será realizado em parceria com as universidades de Emory e de Harvard, e irá avaliar 90 crianças com idades entre 10 e 17 anos recentemente diagnosticadas com diabetes ou em transição para uma bomba de insulina. Os pesquisadores irão monitorar os padrões de tratamento, peso, ajustes psicológicos e atitudes em relação ao peso e à alimentação, além dos níveis de glicose em resposta à insulina.

De acordo com os pesquisadores, esse estudo pode oferecer novas abordagens no tratamento da doença. “Nós podemos vir a compreender que colocando uma criança ou adolescente em uma bomba de insulina mais cedo ao invés de mais tarde, e prover um regime de nutrição mais flexível pode reduzir sua necessidade de insulina e prevenir o excesso de fome”, disseram eles, destacando a importância de focar mais numa nutrição saudável e menos na dieta restritiva, e de prover apoio psicológico para combater os distúrbios alimentares nesses pacientes.

Fonte: Medical College of Geórgia. Press release. 16 de dezembro de 2008.

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