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Ronco afeta negativamente o funcionamento do cérebro, diz estudo

14 de outubro de 2008 (Bibliomed). Crianças que sofrem de problemas respiratórios durante o sono – ronco ou apnéia obstrutiva do sono – frequentemente apresentam dificuldades na sala de aula. Porém ainda não está claro se isso ocorre porque as crianças ficam sonolentas demais para aprender ou se há um outro mecanismo por trás desses problemas cognitivos.

Um novo estudo do Cincinnati Children’s Hospital, nos Estados Unidos, indica que, pelo menos entre as crianças que roncam, a dificuldade de aprendizado poderia ser explicada por uma menor oxigenação cerebral durante o sono.

Avaliando 92 crianças (32 com ronco primário, 46 com apnéia do sono e 14 sem esses problemas), os pesquisadores notaram que apenas aqueles que roncavam apresentavam menores níveis de oxigenação do que o grupo controle. Aqueles que tinham apnéia, que é mais grave, por outro lado, tinham maiores níveis de oxigenação.

Essa diferença, de acordo com os autores, poderia ser explicada pela maior pressão sangüínea das crianças com apnéia, em comparação com aquelas que somente roncam. “Levando em conta o papel da pressão sangüínea em regular a quantidade de concentração de oxigênio no cérebro, podemos ter um melhor entendimento da relação entre distúrbios respiratórios de sono e déficit cognitivo” explicaram os autores.

Em editorial que acompanha o estudo, o especialista David Gozal, da Universidade de Louisville, destaca que o estudo mostra que “déficits neurocognitivos não são apenas questão do cérebro, mas envolve também o sistema cardiovascular”.

Fonte: American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine. 07 de outubro de 2008.

Copyright © 2008 Bibliomed, Inc.

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