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Declínio mental nem sempre é sinal de demência, alertam especialistas

02 de setembro de 2008 (Bibliomed). O declínio das habilidades mentais na velhice nem sempre é sinal de demência, alertam os especialistas. Segundo pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, o declínio cognitivo, principalmente em relação às habilidades verbais e à memória, é uma progressão natural do processo de envelhecimento e pode estar ligado a fatores diversos.

“O aumento dos problemas de saúde e da fragilidade na velhice frequentemente levam à inatividade, e essa falta de exercícios e estímulos mentais poderiam acelerar o declínio mental”, disse o líder do estudo Valgeir Thorvaldsson.

Acompanhando 288 idosos sem demência, dos 70 anos até a sua morte, os pesquisadores descobriram que, naturalmente, diferentes capacidades cognitivas começam a reduzir em momentos diferentes. A velocidade de percepção, por exemplo, começa a declinar aproximadamente 15 anos antes da morte. A habilidade espacial começa a diminuir oito anos antes, enquanto a verbal, seis anos e meio antes da morte.

O estudo também indica um declínio agudo das habilidades de fala na fase terminal, que acontece não apenas por causa da idade. “Uma mudança na habilidade verbal pode, por isso, ser considerado um marcador de degeneração da saúde em pessoas mais velhas”, destacaram os autores.

Fonte: Neurology. 27 de agosto de 2008.

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