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Após primeira ocorrência, chances de novo derrame são nove vezes maiores

22 de agosto de 2008 (Bibliomed). Uma pessoa que já sofreu uma crise isquêmica transitória – derrame com pouca ou nenhuma seqüela – pode ter nove vezes maior risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) mais grave se negligenciar o problema e não cuidar dos fatores de risco, segundo estudo apresentado no Congresso Brasileiro de Neurologia.

De acordo com a análise do médico pesquisador Rubens Gagliardi, da Academia Brasileira de Neurologia, 20% desses pacientes terão AVC no primeiro mês, 50% no primeiro ano e 33% em cinco anos após o primeiro evento. “Esses pequenos infartos também oferecem riscos e aumentam a possibilidade de um segundo infarto mais grave”, explicou.

Para o especialista, as soluções passam pela prevenção, cuidados imediatos e a identificação, com antecedência, de um micro-infarto. Assim, deve-se identificar e tratar fatores de risco como hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias, tabagismo, alcoolismo, problemas cardíacos, mal-formação vascular, uso de drogas ilícitas e distúrbios de coagulação. 

A idade também seria um fator de risco para derrames, mas isso não significa que pessoas mais jovens não possam ter o problema vascular. “Idosos ou jovens podem sofrer de AVC, por isso a prevenção é estabelecida de acordo com os fatores de risco e seu controle rígido”.

Hipertensão

No Brasil, 36% da população sofre de hipertensão arterial, que é o principal fator de risco para o derrame. Porém, apesar de ser possível estabilizar a pressão arterial com simples mudanças em alguns hábitos, como a adoção de uma dieta saudável e a perda de peso, apenas 58% dos hipertensos estão em tratamento. E, entre eles, somente 68,5% estão devidamente controlados.

Um estudo realizado nos Estados Unidos em 1997 indica que, se a pressão arterial fosse devidamente corrigida, seriam evitados, anualmente, mais de 246 mil casos novos de AVC; se o colesterol fosse controlado, haveria menos 100 mil novos casos de derrame; se o tabagismo fosse interrompido, seriam 61 mil casos a menos por ano; e, se o alcoolismo intenso fosse evitado, haveria 23 mil casos anuais a menos de derrame.

Fonte: Trixe Comunicação Empresarial. News release enviado em 18 de agosto de 2008.

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