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Exercícios reduzem risco de quedas entre idosas

29 de Agosto de 2002 (Bibliomed). Mulheres que fazem aulas de dança quando chegam na terceira idade conseguem a agilidade e o equilíbrio necessários para evitar as quedas, uma das principais causas de lesões incapacitantes e de morte entre idosos. Essa foi a conclusão de um estudo realizado pela equipe do Dr. Ryosuke Shigematsu, da Universidade Mie, em Kamihama, no Japão. Os pesquisadores acompanharam, durante doze semanas, um grupo de 38 mulheres saudáveis, com idades entre 72 e 87 anos.

A metade do grupo fez dança aeróbica por uma hora, três vezes por semana. As aulas foram desenvolvidas especialmente para essa faixa etária, e incluíam movimentos de baixo impacto, criados para aumentar o equilíbrio, a agilidade e a força. Após doze semanas, as mulheres do grupo que praticou a dança aeróbica apresentaram melhora nos testes de equilíbrio e agilidade, enquanto as voluntárias que não fizeram as aulas não mostraram mudanças nessas características.

Na edição mais recente da revista Age and Ageing, os pesquisadores disseram que esses resultados sugerem que "os programas de exercício aeróbico baseados na dança e criados especificamente para mulheres mais velhas podem melhorar componentes selecionados de equilíbrio e de agilidade da locomoção e atenuar os riscos de quedas". Pesquisas anteriores já haviam indicado que o condicionamento não-aeróbico podia diminuir o risco de quedas entre as mulheres idosas, mas ainda não estava claro se a ginástica aeróbica produziria efeitos semelhantes.

Estatísticas internacionais mostram que, de cada 100 idosos, 30 sofrem uma queda por ano. Desse total, 2% resultam em fratura do colo do fêmur, sendo que de cada quatro pacientes que tiveram esse tipo de fratura um morre dentro de um ano, devido a complicações como hemorragia decorrente da fratura, complicações cirúrgicas e incapacidade de conseguir reabilitação. O número de mortos por complicações provocadas por quedas é superior ao de mortes por outras doenças em idosos, como infarto e Aids. Além disso, 5% têm lesões graves (outras fraturas, cortes, hematomas).

As quedas podem estar relacionadas ao uso de medicamentos (como calmantes e anti-hipertensivos, que afetam os reflexos), problemas de visão e equilíbrio, artrose dos joelhos, osteoporose ou calçados inadequados. Também é preciso ficar atento ao meio em que o idoso vive, colocando piso antiderrapante nas rampas e corrimão nas escadas, retirando tapetes soltos do chão e objetos do meio do caminho.

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