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ONU quer combater mortalidade infantil no mundo

Belo Horizonte, 18 de março de 2002 (Bibliomed). A cada ano, cerca de 11 milhões de crianças morrem em todo o mundo, vítimas de enfermidades que poderiam ser prevenidas.

Os números alarmam especialistas de saúde de organismo mundiais, como a Organização das Nações Unidas, que pretendem buscar alternativas para ampliar os recursos destinados a essa população.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também pretende participar da empreitada. No início da semana, os dois órgãos realizaram uma conferência em Estocolmo, na Suécia, para discutir o assunto. Os especialistas que participaram do evento chegaram à conclusão de que as principais causas da mortalidade infantil estão relacionadas a doenças como pneumonia, diarréia, Aids, malária, sarampo e desnutrição.

Além disso, a maioria dos casos pode ser atribuída à pobreza.

A diretora da Unicef, agência das Nações Unidas para a Infância, Carol Bellamy, disse que estão ao alcance dos governos os recursos e a tecnologia necessários para atender as crianças. Ela acredita que o grande desafio seja justamente facilitar o acesso das comunidades pobres que vivem em condições insalubres. As autoridades é que devem reconhecer as conseqüências econômicas de não investir mais para tornar melhores as condições de saúde nos países pobres.

Com investimentos da ordem de US$ 66 bilhões anuais para 2007 – que poderiam ser divididos em partes iguais entre as nações em desenvolvimento e as organizações internacionais de ajuda – seria possível salvar cerca de oito milhões de crianças a cada ano.

E a ONU vai investigar as condições de nutrição da população brasileira. As informações farão parte de um relatório que será apresentado à comunidade internacional e serão recolhidas devido a uma série de denúncias feitas por organizações não-governamentais que acusam o governo brasileiro de não estar respeitando um dos direitos básicos da população, que é o acesso ao alimento.

O relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, vai se concentrar na busca de informações sobre o acesso a alimentos e à terra pela população carente. Ele também vai investigar o acesso à água potável de grupos mais vulneráveis como crianças, mulheres, idosos, indígenas e negros.

A primeira etapa da visita acontece em Brasília, com diversos encontros políticos. Também estão marcadas reuniões com Ongs, representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e com o Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.

Na etapa final serão visitados estados do Nordeste, onde a ONU acredita que o problema da desnutrição seja mais grave. Jean Ziegler também passará por São Paulo e Rio de Janeiro, onde investigará o direito à alimentação dos detentos e nas favelas.

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