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Prostitutas só usam preservativo com clientes

Belo Horizonte, 18 de Setembro de 2001 (Bibliomed). Pesquisa do Ministério da Saúde sobre prevenção a doenças sexualmente transmissíveis revela que as prostitutas agem como a maioria das mulheres brasileiras: não usam preservativo quanto mantêm relações sexuais com maridos ou namorados.

Segundo o estudo, apenas 20% das profissionais afirmam usar camisinha com seus parceiros fixos. O percentual se aproxima muito da taxa do restante da população feminina, de 22%.

O problema do baixo uso de preservativo é grave, pois é exatamente entre mulheres casadas (ou que têm apenas um namorado) que mais cresce a incidência de Aids. E é esse o grupo mais difícil de ser atingido pelas campanhas de prevenção do Ministério da Saúde.

De acordo com a coordenadora da Rede Nacional de Profissionais do Sexo, Gabriela Leite, as mulheres se recusam a aceitar que correm riscos, mesmo fazendo sexo com maridos ou namorados. "É uma questão difícil porque envolve amor, fidelidade e machismo", afirma.

Quando o sexo envolve dinheiro, a situação se inverte: 70% das prostitutas entrevistadas afirmam usar o preservativo regularmente com clientes, índice muito superior ao registrado pela média da população feminina jovem ao se relacionar com novos parceiros (35%).

O levantamento mostra ainda que as prostitutas têm mais informação sobre as formas de transmissão da Aids. A grande maioria (98%) disse saber como evitar a contaminação pelo vírus HIV. Nas demais mulheres, esse percentual é de 60%. Mais conhecimento leva a um maior número de testes de Aids: 42% das profissionais do sexo fizeram o exame para saber se tinham o vírus, contra apenas 15% do total de brasileiras.

A pesquisa foi realizada em nove capitais do País, entre 2000 e 2001, e está sendo usada pelo Programa Nacional de Aids do Ministério da Saúde para mostrar o sucesso dos projetos de prevenção direcionados a populações vulneráveis.

Segundo a coordenadora do estudo e doutoranda da Universidade de Brasília, Kátia Guimarães, o trabalho indica que há impacto positivo das ações de ONGs no uso da camisinha. O próximo desafio é testar as camisinhas femininas.

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