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Britânica com doença incurável quer autorização para eutanásia

Belo Horizonte, 12 de Setembro de 2001 (Bibliomed). A britânica Diane Pretty, 42 anos, quer autorização da Justiça para morrer. Vítima terminal de uma doença degenerativa incurável, ela deseja que seu marido a ajude a morrer sem, com isso, ser condenado posteriormente. A doença de Diane, diagnosticada em 1999, causa progressiva incapacidade motora.

Ela é incapaz de fazer qualquer coisa sozinha: não anda, não usa mãos e braços, e fala de forma limitada. Segundo seu marido, Brian Pretty, com quem é casada há 25 anos, Diane tem movimentos como os de um bebê, porém com conhecimentos e pensamentos de uma pessoa madura.

A Promotoria Pública inglesa disse que não pode garantir que Brian estará livre de um processo criminal depois de praticar a eutanásia. Diane vai recorrer à Suprema Corte para contestar esta decisão. Ela afirma que a doença está deteriorando sua qualidade de vida e que o tratamento é degradante e viola a Convenção de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

A paciente tem o apoio não apenas do marido, como de entidades que defendem a eutanásia. Os filhos do casal, Clara, de 24 anos, e Brian, de 22 anos, também aprovam a decisão.

A Sociedade de Eutanásia Voluntária e o grupo de direitos civis Liberty afirmam que Diane está decidida a morrer, mas não tem condições físicas de tirar a própria vida sem ser auxiliada. Pela decisão da Promotoria Pública, o marido de Diane não ficará impune se ajudá-la a morrer.

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Brian afirma que o casal quer obedecer a Lei, mas deixa claro que vai levar a luta judicial até o fim, enfrentando o desafio dos tribunais. A britânica chegou a escrever uma carta para o primeiro-ministro Tony Blair, pedindo-lhe para mudar a Lei que impede a prática da eutanásia.

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