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Cuidado é indispensável no momento de escolher clínica para fazer plástica

Belo Horizonte, 04 de Setembro de 2001 (Bibliomed). A clínica Interplástica, no Rio de Janeiro, onde foi operado o pianista Luiz Carlos Vinhas, foi proibida de fazer cirurgias que exijam anestesia geral ou peridural. A suspensão é válida até que a Interplástica cumpra diversas exigências feitas pela Coordenação de Fiscalização Sanitária do Estado.

Há alguns dias, Luiz Carlos Vinhas, um dos precursores da Bossa Nova, morreu em decorrência de complicações após algumas cirurgias feitas na clínica. O pianista teve uma parada cardiorrespiratória, seguida de coma. Cerca de 48 horas após as intervenções, o músico de 61 anos morreu.

A coordenadora da fiscalização sanitária Maria de Lourdes Moura explicou que a classificação de risco cirúrgico é uma só, seja qual for a especialidade da cirurgia. Moura acredita na possibilidade de que muitas pessoas tenham a impressão equivocada de que a cirurgia plástica traga riscos menores. A coordenadora orienta que as pessoas não se submetam a qualquer tipo de cirurgia plástica, mesmo as de menor porte, fora do ambiente hospitalar.

Antes de escolher uma clínica, é preciso ficar atento à existência da licença atualizada da Fiscalização Sanitária e do cadastro no Conselho Regional de Medicina. Os documentos devem estar em local visível.

Quanto aos recursos, o paciente deve verificar se o serviço médico tem um centro cirúrgico bem equipado, central de esterilização com enfermeiro, farmácia, laboratório de plantão para eventualidades, sala de recuperação pós-anestésica e equipamento para emergências.

No caso da Interplástica, a suspensão nos atendimentos foi feita depois que as equipes de vistoria detectaram diversas irregularidades. Segundo os fiscais, foram encontrados medicamentos com prazo de validade vencido. Além disso, não havia sala de recuperação pós-anestésica, equipamentos de ressuscitação em todos os andares ou pontos de oxigênio em todos os apartamentos.

A clínica recebeu duas autuações e, no caso específico das cirurgias em Vinhas, será alvo de apurações por parte do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro. Para voltar a atuar normalmente, a Interplástica precisa corrigir as irregularidades e contratar mais enfermeiros e auxiliares de enfermagem.

Em nota oficial, a clínica informou que vai obedecer a todas as determinações.

A Sociedade de Cirurgia Plástica do Rio de Janeiro disse que a Interplástica está entre as clínicas mais bem equipadas do Estado. Segundo a entidade, se uma fiscalização for feita nos hospitais públicos, nenhum ficará aberto.

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