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Cautela Entre os Cientistas Acerca da Descoberta da Seqüência do Genoma Humano

LA NACION (Argentina) 26-06-00
Seleccionado por INFOSALUD

O pesquisador americano Robert Gallo, um dos descobridores do HIV, disse que a recente decodificação do genoma humano não trará “uma grande quantidade de novos medicamentos”, uma vez que “ajudará mais no diagnóstico das doenças do que qualquer outra coisa”.

O cientista falou na abertura do Congresso Argentino de Biotecnologia Biolatina 2000, que se realiza neste momento em Buenos Aires, Argentina.

Gallo acrescentou que, apesar disso, a descoberta da seqüência do DNA permitirá que surjam novas substâncias e tratamentos, mas que “isso irá demorar ainda um pouco”.

Lino Baranao, doutor em química e pesquisador do Instituto de Biología y Medicina Experimental, disse ao jornal argentino La Nación: “Estou contente, mas preocupado.O genoma humano indicará o caminho para se conhecer mehor uma grande quantidade de doenças genéticas que, no momento, não tem diagnóstico e nem tratamento. Mas sem um controle social positivo, irá levar à criação de um mundo de sectarismos, dividido entre aqueles que podem corrigir as suas doenças genéticas, e outros que não podem”.

Baranao disse que somente em 20 anos poderiam existir terapêuticas genéticas. Por outro lado, acrescentou que a informação contida no genoma humano (que poderia chegar a ao tamanho de 200 listas telefônicas, de 500 páginasa cada uma) não é ainda compreendida. “O verdadeiro desafio é a genômica funcional, algo assim como a fisiologia clássica: encontrar a função e a importância de cada gene. E isso pode levar décadas”, concluiu.

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