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Brasil: Governo Britânico faz Campanha para Erradicar Meningite

São Paulo, 3 de Janeiro de 2001(eHLA). Devido a um vasto programa de vacinação, a meningite C está praticamente erradicada na Grã-Bretanha. Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, a doença reduziu em 90%, tendo sido registrados apenas cinco casos no ano 2000, contra 50 em 1999. Entre as crianças de menos de um ano, o número de doentes caiu em 82%. O projeto, iniciado no final de 1999, custou ao Ministério da Saúde britânico US$ 30 milhões e foi voltado para crianças e adolescentes, que constituem o grupo de risco mais alto. Um total de 18 milhões de pessoas foram vacinadas.

A meningite é uma inflamação das meninges, três finas membranas que revestem o cérebro. Normalmente o cérebro e as meninges são bem irrigados por vasos sangüíneos. Mas um vírus ou uma bactéria presente no organismo pode chegar até eles por meio do sangue. Segundo o neurologista Marcos Aurélio Alves, da Escola Paulista de Medicina, a meningite ocorre quando o microorganismo invasor se aloja nas meninges, que ficam inflamadas. “Elas aumentam de tamanho e produzem pus. Com isso, a pressão sobre o cérebro cresce e ele fica comprimido. Em alguns casos, seu inchaço é tão grande que passa a ocupar muito espaço, esmagando os neurônios. Isso pode causar a parada de funcionamento do coração e do pulmão”, explica o especialista.

A meningite meningocócica, causada pela bactéria meningococo, é a forma mais temida da doença, porque há risco de vida ou de seqüelas. As meningites trazem febre, rigidez da nuca, diarréia, dor de cabeça e vômitos em jato. As doenças são identificadas por meio da coleta de líquor, líquido normalmente incolor que, nos casos de inflamação, adquire aspecto turvo.

“É importante identificar o agente infeccioso para determinar o medicamento adequado para combatê-lo, um antiviral ou um antibiótico”, diz Alves. O tratamento dura de dez a 21 dias. Se não forem atacadas na fase inicial ou da maneira certa, essas infecções podem deixar seqüelas graves (confusão mental, surdez permanente, paralisia) e até levar à morte.

Segundo o neurologista, não há uma forma específica de prevenção, mas as vacinas podem evitar o contágio e reforçar os níveis de defesa do corpo. “Para correr menos riscos, a vacina contra meningite deve ser tomada, antes do inverno, quando o risco de contaminação aumenta”, completa. Há vacinas contra os tipos A e C da bactéria. Elas devem ser aplicadas sempre que há surto da doença, principalmente em crianças com mais de 2 anos. A vacina não tem contra-indicação.

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