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Epidemia de Aids Destrói Economias da África, Diz ONU

NAIRÓBI, Quênia (Reuters) - A epidemia de Aids que atinge a África não vem apenas matando milhões de pessoas e destruindo famílias inteiras -- ela também é responsável por minar o crescimento econômico do continente, o mais pobre do mundo.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado na terça-feira mostra que o custo do tratamento para pacientes da doença, a perda de trabalhadores experientes e a subsequente diminuição nos volumes de investimento irão prejudicar o crescimento econômico da região nas próximas décadas.

Isso irá minar os esforços da África em impedir que a distância que separa o continente de outras regiões da Terra aumente ainda mais.

Os governos terão de comprometer uma fatia maior de seus recursos já limitados na área de saúde e famílias irão desviar dinheiro destinado inicialmente à alimentação e à educação para cuidar de seus doentes. "Os investimentos irão sofrer à medida que as famílias -- e as empresas e os governos -- desviarem para o tratamento médico o dinheiro que teriam economizado e reinvestido na economia", disse o Programa da ONU para combate da Aids (Unaids), no relatório divulgado dias antes do Dia Mundial da Aids, 1o de dezembro.

A África subsaariana abriga 25,3 milhões dos 36,1 milhões de pessoas portadoras do HIV, vírus causador da Aids, no mundo.

Quase um de cada dez adultos africanos possui a doença e 3,8 milhões de crianças e adultos foram infectados neste ano.

Cerca de 2,4 milhões de africanos morreram de causas relacionadas com o HIV nos últimos 12 meses, elevando o total de mortos no continente para 15 milhões, mais de três quartos do total do mundo.

O custo com que os governos arcam para proporcionar um tratamento simples para seus pacientes de Aids vem aumentando e, em alguns países, ele já passa dos 2 por cento do PIB (Produto Interno Bruto).

Dentro de dez anos, a economia da África do Sul, de longe a maior da África subsaariana, deve ser 17 por cento menor do que seria caso o país não fosse vítima de uma epidemia de Aids.

Sinopse preparada por Reuters Health

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