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Pílula do Dia Seguinte Não Precisa de Receita, Diz Professora

Por Karla Harby

NOVA YORK (Reuters Health) - Pílulas anticoncepcionais de emergência são tão seguras que deveriam ser vendidas sem receita médica em drogarias e supermercados.

Uma mulher que teve relação sexual sem proteção pode decidir sozinha se vai usar a pílula e toma-la é simples, segundo Carolyn Westhoff, professora de obstetrícia, ginecologia e saúde pública no Columbia Presbyterian Medical Center.

"Não há risco", disse Westhoff em entrevista coletiva em Nova York, promovida pela Henry J. Kaiser Family Foundation, de Melo Park (Califórnia). "Agora, temos estudos suficientes mostrando que esses produtos são seguros", afirmou a pesquisadora.

Pelo fato de que elas podem demorar muito até ir ao médico para obter uma receita, Ewsthoff dá a todas as suas pacientes prescrições da pílula do dia seguinte sem data, queiram elas ou não. "Digo apenas que mantenham a receita numa gaveta e peço que façam isso por mim", disse a especialista.

O acesso imediato é importante porque as pílulas são menos eficazes quando tomadas 61 a 72 horas depois da relação sexual, segundo James Trussel do Escritório de Pesquisa em População da Universidade de Princeton. Segundo Trussel, se as pílulas forem tomadas 60 horas após a relação sexual, sua eficiência será oito vezes menor.

Questionado sobre se o uso repetido da pílula é seguro, Trussel informou que "não há um disparo de hormônios", já que a dose é equivalente à de uma pílula convencional. Segundo o especialista, o maior risco médico é uma gravidez normal, porque essas pílulas são menos eficazes que a maioria dos outros contraceptivos.

Atualmente, existem duas marcas de pílulas vendidas especificamente para impedir a gravidez quando usadas em até 72 duas horas depois do sexo sem proteção. São a Plan B, uma pílula de progestina vendida pela Women's Capital Corporation e a Preven, uma pílula de estrogênio-progestina vendida pela Gynetics, Belle Mead, Nova Jersey.

Segundo Trussel, os dois fabricantes manifestaram interesse em inscrever a droga para venda sem prescrição na Food and Drug Administration (FDA). Para o Preven obter a aprovação como droga vendida sem receita, serão necessários pelo menos US$ 3 milhões e dois anos de esforços, informou Roderick L. MacKenzie, presidente do corpo diretor da Gynetics.

Sinopse preparada por Reuters Health

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