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Parceria Garante Sucesso do País Contra a Aids, Diz Serra

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro da Saúde, José Serra, disse na noite de segunda-feira que o combate ao HIV/Aids no Brasil está dando certo e a receita do sucesso é a parceria entre governo e sociedade civil. Serra também afirmou que pretende incentivar a cooperação internacional para baratear as drogas anti-retrovirais, usadas no tratamento anti-Aids.

"É preciso organizar uma frente pela democratização dos medicamentos em escala mundial", disse o ministro durante cerimônia de abertura do 1o. Fórum e 2ª. Conferência de Cooperação Técnica Horizontal da América Latina e Caribe em HIV/Aids e DST (doença sexualmente transmissível).

Entre vários indicadores de resultados obtidos no combate à Aids no Brasil, Serra citou a redução da transmissão vertical entre mãe e filho e o programa governamental de medicamentos.

Segundo o ministro, a produção nacional de 12 anti-retrovirais garante 47 por cento do volume de drogas consumido no país, devendo atingir 80 por cento nos próximos anos.

Serra mostrou disposição do governo brasileiro em colaborar com os países da região e apontou como preocupação a taxa de crescimento positiva e ascendente da contaminação entre mulheres, lembrando a dificuldade de enfrentar este tipo de transmissão.

"A maior parte destas mulheres é casada e monogâmica. É preciso esclarecer os maridos e as próprias mulheres sobre o risco", disse o ministro.

A conferência organizada por programas governamentais, instituições e organizações não-governamentais (ONGs) e órgãos de pesquisa e ensino conta com 2.800 participantes de 51 países e vai debater as estratégias de prevenção e combate ao HIV/ Aids na América Latina e Caribe.

Segundo Peter Piot, diretor- executivo do Unaids (Programa das Nações Unidas para Aids), o Brasil é pioneiro no cumprimento da agenda de combate à Aids, mas a situação na região é de crise comprovada e exige respostas urgentes.

Segundo Piot, 40 por cento dos casos de transmissão do HIV são por relações sexuais entre homens e 20 por cento das pessoas que tem este tipo de prática sexual são HIV positivo.

O representante da Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda o envolvimento dos jovens em programas de combate ao HIV. "É preciso acelerar as ações contra HIV/Aids e ter iniciativas como a que envolveu Ronaldinho em uma campanha. A participação dele vale mais que mil cartazes dizendo que a Aids mata", avaliou Piot na conferência de abertura do evento.

Estima-se que nos 44 países que integram a região da América Latina e do Caribe cerca de 600 pessoas são infectadas diariamente pelo HIV.

No Brasil, cerca de 0,5 a 0,6 por cento da população adulta está infectada com o HIV. No Haiti, que lidera essa estatística, 5,17 por cento da população está contaminada com o vírus. Em termos absolutos, segundo a organização do evento, o Brasil lidera o ranking com 540.000 pessoas vivendo com HIV/Aids, seguido pelo Haiti (210.000) e pelo México (150.000).

Sinopse preparada por Reuters Health

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