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Associação dos EUA Publica Diretrizes para Tratar Aneurisma

NOVA YORK (Reuters Health) - Pela primeira vez, a Associação Americana do Coração (AHA) anunciou diretrizes para o tratamento de aneurismas cerebrais que não se romperam.

O presidente da comissão de diretrizes explicou à Reuters Health que, como é difícil prognosticar se um aneurisma irá se romper e, possivelmente, causar um derrame, os médicos têm que tomar decisões sobre o tratamento de aneurisma com base em cada caso particular.

Um aneurisma cerebral ocorre quando uma seção do vaso sanguíneo fica enfraquecida, permitindo que o sangue se concentre. Um aneurisma que não se rompe pode não causar qualquer sintoma, no entanto, se um vaso enfraquecido estoura, pode acontecer um derrame hemorrágico.

A taxa de morte um mês após esse tipo de derrame é de cerca de 45 por cento e, mesmo que o paciente sobreviva, a lesão cerebral é comum.

De acordo com a AHA, 1 a 5 por cento da população podem ter aneurismas cerebrais que não se romperam. A cada ano, aneurismas se rompem em cerca de 15.000 norte-americanos.

"Os aneurismas intracranianos têm um impacto terrível caso se rompam", disse o presidente da comissão, Joshua B. Bederson, do Hospital Mount Sinai, em Nova York. Infelizmente, é difícil prognosticar quais estão mais propensos a estourar, acrescentou Bederson.

"A decisão de quem tratar...é difícil e deve ser individualizada para cada paciente", explicou Bederson.

De acordo com o médico, como o tratamento do aneurisma também implica em riscos de complicações potencialmente fatais, o tratamento não é recomendado a qualquer pessoa com aneurisma.

"Não podemos nos precipitar", afirmou Bederson.

Segundo as diretrizes, não existe prova de que o uso de cintilografias cerebrais para detectar aneurismas na população geral vale a pena. A comissão recomenda que as decisões para a realização de testes sejam feitas com base em cada caso particular.

Um fato para ser levado em consideração é o histórico familiar de aneurisma, embora não haja evidência suficiente para recomendar que todas as pessoas com um histórico familiar seja testada, de acordo com a comissão.

Bederson explicou que, para o tratamento, o tamanho do aneurisma, a idade do paciente e a expectativa de vida são os principais fatores a serem considerados.

De acordo com o relatório, ao tomar decisões em relação ao tratamento, os médicos devem levar em consideração a localização do aneurisma e os sintomas que este causa. De todos os fatores, a idade da pessoa é o fator mais importante, já que o risco de ruptura durante a vida é maior entre pessoas mais jovens, segundo Bederson.

"Se você tem 20 anos de expectativa de vida, seu risco de ruptura (durante a vida) é de cerca de 20 por cento", explicou Bederson.

Devido a seu maior risco de ruptura de aneurisma, "devem ser dadas maiores considerações de tratamento a pacientes mais jovens, apesar do tamanho", disse o médico.

Bederson destacou que, para pacientes mais velhos, cujo risco de complicações de tratamento podem pesar mais que os benefícios de tratamento, "uma medida mais conservadora é justificada".

Essa medida pode incluir cintilografias cerebrais regulares para monitorar qualquer alteração no aneurisma.

Para esclarecer dúvidas sobre as diretrizes, mensagens podem ser enviadas para o e-mail jbederson@mssm.edu.

As recomendações estão publicadas na edição de 31 de outubro de Stroke: Journal of the American Heart Association.

Sinopse preparada por Reuters Health

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