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Mudanças de Humor

Médico americano explica porque algumas pessoas têm mudanças bruscas de humor. Um estudo publicado no Jornal Americano de Psiquiatria tenta explicar as mudanças de humor pelas quais toda pessoa passa.

De acordo com a pesquisa, um apinhado de células prejudica a filtragem de estímulos recebidos pelo cérebro. A alternância de humor se dá quando as duas maiores áreas do cérebro contam com 30% a mais de células emissoras de sinais. Esses sinais excedentes, vindos de células que não deveriam estar ali, podem levar a um tipo de superestimulação do cérebro. Ou seja, o cérebro recebe mais estímulo do que deveria, alternando o humor. A pessoa fica sem saber se gosta ou não daquele estímulo, daquela situação.

Para o principal autor do estudo, Jon-Kar Zubieta, professor de psiquiatria e medicina nuclear na Universidade de Michigan, em Ann Arbor, a provável descoberta da origem dos altos e baixos do ânimo de uma pessoa, ajuda no tratamento do problema. "Primeiro, esse dado diz que essa doença tem um processo bastante biológico", diz Zubieta. "Segundo, isso significa que a mudança de comportamento repentina tem uma razão de ser. É o cérebro que não está conectado direito".

A forma mais branda dessa desordem mental, chamada Tipo- 2, deve afligir cerca de 4% da população, enquanto sua forma mais severa, a do Tipo-1, atinge apenas 1%. A alteração geralmente se manifesta no final da adolescência, perto dos 20 anos.

A atual geografia das células sugere que os neurotransmissores serotonina e a norepinefrina - químicas produzidas no cérebro - poderiam ser os medicamentos aconselháveis para colocar a cabeça em ordem. Algumas drogas usadas para o tratamento de depressão, por exemplo, aumentam a produção de serotonina, que, aparentemente, já tem uma superprodução nos pacientes com alternância de humor. "Por isso precisamos balancear prescrição de medicamentos", completa Zubieta.

O médico lembra que anos atrás, a epilepsia era tratada como uma doença mental, até os cientistas aprenderem que uma simples ligação do cérebro era a culpada pela doença, e que medicamentos poderiam curá-la. Esse estudo aponta para o mesmo rumo. "Há elos entre doenças neurológicas e psicológicas; são todas doenças da cabeça."

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