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Método Inventado Por Americano Quer Exercitar Sua Mente

A neuróbica, a ginástica desenvolvida a partir de pesquisas da neurociência, ajuda a enriquecer as conexões cerebrais.

Tomar banho de olhos fechados, tateando as torneiras, a esponja, o sabonete ou o xampu. Escovar os dentes com a outra mão. Usar o toque, o olfato e a memória espacial para entrar em casa, deixar o casaco no armário e checar os recados na secretária eletrônica, tudo isso de olho fechado.

Estes são exercícios para sua mente, recomendados por Lawrence Katz, professor de neurobiologia do Centro Médico da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, no novo livro "Mantenha seu cérebro vivo - 83 exercícios neuróbicos para prevenir a perda de memória e aumentar a agilidade mental", recém-lançado pela Editora Sextante.

Não se engane com a aparente simplicidade dos exercícios.

Eles são baseados na habilidade do cérebro em produzir fatores naturais de crescimento chamados neurotrofinas, que ajudam a impedir o envelhecimento mental.

Segundo Katz, o cérebro funciona do mesmo modo que outros músculos. Com o tempo, ele vai se acostumando com as situações repetitivas e deixa de se exercitar.

“As células do cérebro se comunicam através de conexões que vão se desgastando a medida que o cérebro envelhece. Mas a neuróbica, a ginástica desenvolvida a partir de pesquisas da neurociência, ajuda a enriquecer estas conexões ao longo do tempo, preservando a memória e agilizando funções cerebrais”, diz ele em seu livro.

Os exercícios propostos por Katz são simples e corriqueiros e podem ser realizados em casa, no trabalho ou durante as refeições. A idéia é inventar novos hábitos, que obriguem o cérebro a raciocinar de maneira diferente da rotina.

Para ser neuróbico, o exercício deve:

1. Usar um ou mais sentidos de forma nova: Se vestir ou tomar um banho de olhos fechados; Jantar com a família sem falar, usando apenas gestos. Ouvir música enquanto experimenta um aroma diferente.

2. Chamar sua atenção: Passar um fim de semana acampando; Levar seu filho para trabalhar junto com você.

3. Quebrar a rotina de um modo inesperado: Usar um novo caminho para chegar ao trabalho; Fazer compras na mercearia da esquina ao invés de ir ao supermercado; Reorganizar seu escritório.

Outro exercício é o do olfato. O cérebro está acostumado a associar o acordar ao cheiro de café. Katz sugere que se alternem os cheiros da manhã, por exemplo, com um cheiro de baunilha para obrigar a distinção de outros aromas. Ou então fechar os olhos no supermercado e tentar identificar as frutas e os legumes pelo cheiro.

O tato também requer variedades. Dirigir com luvas é uma delas, pois obriga o cérebro a usar outros sentidos para controlar o carro. Para Katz, a atividade sexual constante e a escolha de variados programas de lazer favorecem as funções cerebrais. “O importante”, segundo ele, “é não deixar o cérebro se atrofiar com a mesmice cotidiana”.

O dia-a-dia acaba sendo a academia de ginástica para o cérebro.

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