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Jovens dos EUA São a Favor do Aval dos Pais para Aborto

Por Alan Mozes

NEW YORK (Reuters Health) - Dois terços dos jovens norte-americanos que vão votar na próxima eleição presidencial são a favor da lei que exige autorização dos pais para que menores de 18 anos façam aborto, segundo pesquisa de opinião publicada terça-feira.

Os resultados da pesquisa feita por telefone, em julho, com 600 jovens entre 18 e 24 anos de idade também indicam que 70 por cento deles são favoráveis ao direito da mulher ao aborto -- independente das próprias convicções sobre o assunto. Mas, quase metade é favorável à lei que considera o aborto ilegal exceto em casos de estupro, incesto ou ameaça à vida da mãe.

"A maior surpresa foi descobrir que dois terços desses jovens acreditam os pais deveriam dar autorização para o aborto porque se espera que os jovens estejam procurando independência e autonomia", disse à Reuters Health, Vicky Ridout, vice-presidente da Henry J. Kaiser Family Foundation (Fundação Família Henry J. Kaiser), em Menlo (Califórnia).

A opinião sobre o aborto, porém, não se traduz necessariamente numa opção pelo voto numa eleição. Quase metade dos entrevistados disse que a posição do candidato sobre o aborto não faria diferença em seu voto.

Quase dois terços disseram que tenderiam mais a apoiar um candidato favorável ao financiamento federal para educação sexual que inclua informações sobre anticoncepcionais e mais da metade declarou que a opinião do candidato sobre o direito dos homossexuais não pesaria em sua escolha.

Em entrevista à Reuters Health, Rideout disse que esse desligamento foi uma surpresa.

"Mais da metade disse que realmente não se importaria com o que os candidatos dissessem sobre esses assuntos", observou ela. "Pensava que essas questões eram mais relevantes", informou.

Rideout apontou estudos anteriores indicando que muitos jovens não têm intenção de votar. Outras descobertas da pesquisa foram:

- Quase 75 por cento dos jovens são contra a limitação do financiamento federal para cursos de educação sexual que apenas estimulem a abstinência;

- Cerca de 85 por cento acham que os ambulatórios de escolas de ensino médio deveriam ter preservativos para os estudantes;

- Mais de três quartos são favoráveis ao aumento da pena para crimes contra homossexuais;

- Cerca de 72 por cento são a favor da união civil entre casais homossexuais com os mesmos direitos legais do casamento;

- Mais da metade acha que os homossexuais deveriam poder prestar serviço militar abertamente e ter direito a adotar crianças;

- Mais de dois terços acham que pesquisas para descobrir melhores tratamentos e vacina para Aids deveriam ser a principal prioridade do governo;

- 71 por cento apóiam legislação exigindo que os agentes de saúde do governo informem que uma pessoa é soropositiva para o HIV aos parceiros sexuais ou às pessoas que dividem agulhas com ela.

A Fundação Family Kaiser, uma organização filantrópica nacional da área de saúde, fez parceria com o canal de televisão MTV para realizar a pesquisa.

A MTV, com o patrocínio da revista Time, programou para 18 de outubro um especial de televisão denominado "Escolha ou Perca 2000: Leis Sexuais", que vai focalizar os mesmos temas de saúde que interessam os jovens norte-americanos.

Sinopse preparada por Reuters Health

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