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Orientação Pode Ajudar Mulher a Lidar com Medo de Câncer

FILADÉLFIA (Reuters Health) - Mais programas são necessários para lidar com o temor que mulheres têm de desenvolver câncer de mama, para que possam ser tomadas as decisões apropriadas na prevenção e detecção, sugerem resultados de um estudo.

"Enquanto muitos programas de avaliação de câncer de mama hereditário se multiplicaram em todo o país, nem sempre existem serviços à disposição para mulheres que estão sob risco médio ou abaixo de risco médio, apesar do fato de que estas mulheres também tem preocupações", afirmou Erika Olander.

O estudo foi apresentado durante um encontro da Sociedade Americana de Genética Humana, na Filadélfia.

"Estudos têm demonstrado cada vez mais que mulheres, apesar do risco real, tendem a superestimar seu risco e têm interesse em obter informação sobre testes genéticos", disse à Reuters Health Olander, conselheira de testes genéticos do Centro Médico Albert Einstein, na Filadélfia, Pensilvânia.

Durante o estudo, cerca de 60 mulheres participaram, gratuitamente e sob anonimato, de um encontro de conscientização de educação em um pequeno centro médico.

As mulheres completaram um questionário que avaliou sua compreensão de seus próprios riscos antes e depois de uma sessão de duas horas, que incluiu uma demonstração de como realizar o auto-exame da mama.

Cerca de 64 por cento das mulheres julgaram incorretamente seus risco de câncer de mama antes da sessão de aconselhamento.

"Nosso objetivo era tentar, durante uma simples sessão de aconselhamento, ajudar as mulheres a ajustar sua percepção de risco a um nível mais apropriado e, de alguma forma, não fomos bem-sucedidos", disse Olander.

"Nosso estudo coincidiu com descobertas anteriores. Todas as mulheres tendiam a superestimar seu risco."

Olander explicou que, em cerca de 80 por cento das entrevistas, imediatamente após a sessão de aconselhamento, as mulheres tiveram uma percepção mais exata de seus riscos.

"Após seis a 24 meses, no entanto, normalmente elas voltaram a sua percepção de risco original e superestimada", destacou Olander.

Os pesquisadores sugerem que, talvez, a natureza de clínicas de avaliação de risco de câncer de mama voluntárias atraem mais mulheres ansiosas e que os resultados não representam, necessariamente, todas as mulheres.

"Certamente, nem toda mulher interessada em se educar está preocupada sem necessidade", afirmou Olander. No entanto, "é hora de começarmos a perguntar: por que estas mulheres superestimam seu risco? Precisamos saber se elas estão sendo mal informadas pela mídia ou se é a ênfase na genética nos últimos cinco anos".

"Ficou demonstrado que mulheres que superestimam seu risco podem usar em excesso o sistema (de saúde), fazendo mais testes do que elas precisam, ou elas estão com tanto medo que evitam realizar exames de qualquer maneira", afirmou a pesquisadora.

"Isso destaca a necessidade de aconselhamento efetivo."

Sinopse preparada por Reuters Health

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