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Artigos de saúde

Dor do Crescimento

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste artigo:

- O que causa?
- Quais são os sintomas?
- Como lidar com o problema?
- Referências Bibliográficas

É bastante comum encontrar crianças por volta dos 3-5 anos de idade queixando-se de dores nas pernas ou nos braços – as famosas “dores de crescimento”. Estima-se que cerca de 1 de cada 3 crianças irá apresentar pelo menos um período de dores de crescimento ao longo de sua vida.

O problema afeta igualmente meninos e meninas, sendo mais freqüente nas pernas e à noite. Em alguns casos, podem ser intensas o suficiente a ponto de acordar a criança.

O que causa?

Os músculos e os ossos crescem em ritmos diferentes. Nos períodos de crescimento mais rápido, as dores podem de tornar mais freqüentes e intensas devido à falta de sincronia entre a musculatura e os ossos. Estes estirões de crescimento costumam ocorrer entre 3-5 e 8-12 anos de idade.

Vale à pena lembrar que as dores de crescimento são mais comuns em crianças mais ativas. Muitos especialistas acreditam que estar dores possam estar relacionadas, na verdade, a processos de regeneração muscular ou dor por traumas repetidos sobre as articulações durante as brincadeiras típicas da infância.

Quais são os sintomas?

De um modo geral, as dores de crescimento são leves e não duram muito. Elas são mais comuns nos músculos, não nas articulações. A criança pode se queixas de dor na parte de trás do joelho, na frente da coxa ou nas panturrilhas.

O local afetado não deve estar inchado ou avermelhado: as dores de crescimento não causam alterações visíveis. A presença de vermelhidão sugere a presença de um outro problema, como erisipela ou artrite, por exemplo.

Algumas manifestações também podem sugerir que as dores não estão relacionadas ao processo de crescimento, justificando uma visita ao Pediatra o mais rápido possível. Dentre estes sintomas, destacam-se:

  • Febre, vermelhidão e inchaço em uma ou mais articulações.
  • Dor persistente ou dor no período da manhã.
  • Dor associada a um determinado machucado.
  • Dificuldade para andar (p.ex.: a criança anda mancando).
  • Cansaço e fraqueza muscular (p.ex.: a criança não consegue mais chutar uma bola com a mesma força de antes).
  • Perda de apetite.
  • Aparecimento de comportamentos pouco habituais.

Como lidar com o problema?

É importante manter a criança ativa, encorajando-a a seguir com suas atividades físicas de sempre. Não diga à criança que a dor está relacionada ao crescimento ou à atividade física, pois esta informação poderá gerar um medo exagerado de ambos.

Aplicar compressas geladas por 10 minutos, fazer alongamento leves e limitar a atividade física 1-2h antes do horário de ir para a cama são medidas que podem ajudar a diminuir os sintomas. Analgésicos também podem ser utilizados, mas nunca sem orientação médica.

Referências Bibliográficas:

  1. Evans AM. Growing pains: contemporary knowledge and recommended practice. J Foot Ankle Res. 2008 Jul 28;1(1):4.
  2. Horlé B, Wood CH. Growing pains in children: myth or reality? Arch Pediatr. 2008 Aug;15(8):1362-5.
  3. Kortesluoma RL, Nikkonen M, Serlo W. "You just have to make the pain go away"--children's experiences of pain management. Pain Manag Nurs. 2008 Dec;9(4):143-9, 149.e1-5.
  4. Lowe RM, Hashkes PJ. Growing pains: a noninflammatory pain syndrome of early childhood. Nat Clin Pract Rheumatol. 2008 Oct;4(10):542-9.
  5. Uziel Y, Hashkes PJ. Growing pains in children. Pediatr Rheumatol Online J. 2007 Apr 19;5:5.

Copyright ©2010 Bibliomed, Inc.                                18 de novembro de 2010



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