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Artigos de saúde

Calvície ou Alopécia 

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo:

- O que causa a Alopécia ?
- Quais são os tratamentos da Alopécia?
- Mitos sobre a Calvície

Alopécia é o termo médico para calvície ou perda de cabelo. A maioria dos homens e das mulheres apresenta perda de cabelo com o envelhecimento. Na verdade, a maioria dos homens apresenta algum grau de calvície por volta dos 60 anos de idade. Isto é normal, sendo que algumas pessoas são mais afetadas que outras – principalmente quando há uma prevalência de calvície na família.

O que causa a Alopécia ?

Normalmente, são perdidos cerca de 100 fios de cabelo por dia. A perda súbita e/ou excessiva de acabelo pode resultar do uso de certos medicamentos (como os utilizados no tratamento do câncer, de doenças do sistema circulatório, úlceras ou artrite), dietas muito restritas, alterações hormonais (como na menopausa), hipotireoidismo, lúpus, fivelas e rabos de cavalo muito apertados e utilizados por muito tempo, infecção por fungos ou em doenças graves e/ou prolongadas.

Ainda que a perda de cabelo seja mais perigosa para a psique que para qualquer outra coisa, algumas das causas da calvície podem representar sérios problemas de saúde. Por isso é importante relatar a perda de cabelo para o(a) médico(a).

Um desses problemas é a chamada Alopécia Areata, doença autoimune de causa desconhecida onde células inflamatórias atacam os bulbos dos folículos pilosos. Nos casos mais sérios, todos os pêlos do corpo caem. Mas vias de regra eles retornam espontaneamente.

Cerca de 95% dos casos de alopécia se refere a um distúrbio hereditário chamado Alopécia Androgenética. O padrão masculino de calvície se refere ao deslocamento para cima e para trás da linha de cabelo da testa. O padrão feminino se refere à perda difusa de cabelo no couro cabeludo. Em ambos casos, o culpado é uma substância chamada diidrotestosterona (ou DHT). Ao circular pela corrente sanguínea, a testosterona é convertida em DHT pela enzima 5-alfa redutase. Quanto maior a atividade da enzima, mais DHT se ligará aos receptores nos folículos capilares – e isto leva a cabelos cada vez mais finos, até que nada mais cresce no folículo e ele próprio desaparece.

Quais são os tratamentos da Alopécia?

Deve ser direcionado para a causa específica, quando existe – ver Causas. Nos casos de alopécia androgenética, é melhor olhar para seus pais e avós: há uma boa chance de que você vá ficar como eles.

Minoxidil

Droga originalmente concebida para tratar a hipertensão arterial, que, no curso das pesquisas para avaliar sua eficácia, apresentou como efeito colateral e crescimento de cabelo. Ninguém sabe ao certo como o Minoxidil funciona e ainda existem controvérsias quanto ao índice de sucesso com seu uso. Para ser eficaz, deve-se utilizá-lo duas vezes ao dia, sendo que o remédio funciona melhor em indivíduos jovens e com perda recente de cabelo. Alguns aspectos desfavoráveis do Minoxidil: (1) pode causar coceira no couro cabeludo, (2) deve ser utilizado por toda a vida (a suspensão do remédio causa reaparecimento da alopécia), e (3) não é indicado para os casos de alopécia na linha frontal (funciona melhor quando a perda de cabelo ocorre apenas na "coroa"). Os pesquisadores acreditam que outros remédios reativadores do crescimento dos cabelos logo apareçam na esteira do Minoxidil. Por exemplo, a Finasterida, utilizada no tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna, possui propriedades anti-androgênicas que podem torná-la um medicamento promissor no tratamento da alopécia.

Cirurgia

Há vinte anos, quem se aventurasse a um tratamento cirúrgico para alopécia corria o risco de acordar da anestesia com um visual tipo "cabeça de boneca". Hoje, com técnicas mais refinadas, os resultados são esteticamente melhores. Os tratamentos cirúrgicos podem ser divididos em duas categorias principais: transplantes e redução da área calva. O transplante consiste em remover cabelo de áreas densamente cobertas (nas laterais da cabeça ou na nuca) e implantá-los nas áreas calvas. A chave para o sucesso está em se ter bons sítios doadores. Uma vez que a perda de cabelo nas mulheres geralmente é difusa, raramente elas possuem boas áreas doadoras. A grande melhora na técnica de transplante capilar ocorreu com o desenvolvimento de técnicas de mini ou microenxertos. As fibras prostéticas (cabelo artificial) não são recomendadas.

Se a calvície de padrão masculino deixou uma área calva muito extensa para ser coberta, pode-se indicar uma cirurgia de redução, que retira parte da área calva. São utilizados expansores cutâneos para distender as regiões densas em cabelos, complementando a cirurgia de redução. Falando em retalhos, existe uma outra técnica cirúrgica que gira retalhos para cobrir as áreas calvas, mas este método tem sido abandonado devido ao alto índice de complicações infecciosas e cicatrizes de péssimo efeito cosmético.

Perucas ou Próteses Capilares

Os transplantes são tão bons quanto os cirurgiões que os fazem, e as perucas obedecem à mesma ordem. Elas podem ser fixadas interlaçando-as com o cabelo já existente, utilizando colas especiais, clipes metálicos ou simplesmente colocadas sobre a cabeça.

Mitos sobre a Calvície

A alopécia gerou muitos mitos, mas é bom que você fique sabendo do seguinte:

• Chapéus não causam calvície.
• Plantar bananeira não aumentará o fluxo de sangue para o couro cabeludo, combatendo a queda de cabelo.
• Massagens vigorosas no couro cabeludo também não irão lhe salvar (podem, quando muito, retardar o inevitável por alguns dias).
• Provavelmente, o maior mito é o que diz que limpar o sebo do couro cabeludo desobstruirá os folículos, permitindo que o cabelo cresça. Os cremes, loções e outros produtos capilares que prometem evitar a calvície e fazer o cabelo crescer deveriam ser banidos. Mas, se você está desesperado(a), lembre-se: nunca haverá um ingrediente secreto para evitar a queda de cabelo. E, quando houver, você não precisará de um "especialista" na TV ou de um encarte em uma revista de cosméticos para lhe dizer o nome desse medicamento. Ele estará na capa dos principais jornais do mundo todo...

Copyright © 2012 Bibliomed, Inc.   Publicado em 14 de fevereiro de 2011   Revisado em 13 de agosto de 2012



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