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16 de janeiro de 2026 (Bibliomed). Um estudo internacional sugere que mudanças na forma do cérebro podem indicar risco futuro de demência antes mesmo do aparecimento dos sintomas. Pesquisadores analisaram mais de 2.600 exames de ressonância magnética de pessoas entre 30 e 97 anos, relacionando as imagens com testes cognitivos.
Os cientistas observaram que, com o envelhecimento, algumas regiões do cérebro se expandem ou se comprimem de maneira desigual. Essas alterações foram mais acentuadas em indivíduos com pior desempenho em memória e raciocínio.
Uma das áreas mais afetadas foi o córtex entorrinal, região essencial para a memória e frequentemente envolvida nas fases iniciais da doença de Alzheimer. Segundo os autores, mudanças na forma tridimensional do cérebro podem favorecer o acúmulo de proteínas tóxicas associadas à neurodegeneração.
O estudo indica que analisar o formato do cérebro — e não apenas seu tamanho — pode abrir caminho para métodos mais precoces de identificação do risco de demência, permitindo intervenções preventivas no futuro.
Fonte: Nature Communications. DOI: 10.1038/s41467-025-63628-3.
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