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Como Surge a Síndrome de Guillain-Barré

Na síndrome de Guillain-Barré, a neuropatia periférica pode ter uma instalação aguda, com o rápido desenvolvimento de fraqueza em direção ascendente e, em alguns casos, com perda da sensibilidade.

Esta condição geralmente começa nos membros inferiores, espalhando-se para os membros superiores, mas os sintomas podem começar nos membros superiores. A síndrome de Guillain-Barré ocorre em idosos e a sua incidência aumenta com o avanço da idade.

Freqüentemente, o paciente fornecerá uma história de uma doença gastrintestinal ou respiratória, antes da instalação da fraqueza, durante alguns dias ou semanas.

Esta condição tem sido relatada seguida de uma ampla variedade de doenças virais e vacinação contra a influenza, mas, freqüentemente, nenhuma doença prévia pode ser identificada.

A fraqueza, que começa pelas pernas, pode rapidamente disseminar-se e envolver o corpo inteiro e comprometer a respiração seriamente. Freqüentemente ocorre fraqueza facial, com a oftalmoplegia uni ou bilateral sendo observada em alguns casos.

Durante o exame, os sinais motores são mais comuns do que os sensoriais. Ocorre uma paralisia flácida dos membros, com ausência de reflexos. O comprometimento sensorial é geralmente sutil e pode estar totalmente ausente.

As alterações neurológicas são causadas por uma reação inflamatória ao longo dos nervos periféricos que resulta em edema, desmielinização e por fim a degeneração dos axônios.

A recuperação da paralisia é a regra para as pessoas jovens e de meia-idade, embora os pacientes possam ter ficado com perdas motoras permanentes na musculatura periférica das mãos e das pernas.

Para os idosos, a recuperação é mais incerta, e os perigos e as dificuldades de cuidar de pacientes que estão completamente paralisados e requerem ventilação artificial diminuem as chances de um bom prognóstico. Embora quase ocorra uma recuperação motora total dentro de quatro a seis meses, a recuperação completa pode levar de 12 a 36 meses.

Não existe tratamento específico. Os esteróides e a plasmoferese têm sido de utilidade, mas estudos controlados não suportaram a sua utilização. A sobrevivência depende de bom tratamento médico da insuficiência respiratória e da fraqueza severa, principalmente através de cuidados especializados.

Fonte: Geriatria Prática - 2ª Ed. - 1997.

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