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09 de julho de 2026 (Bibliomed). As doenças hipertensivas da gravidez (DHG) são uma das principais causas de mortalidade materna em todo o mundo. Além disso, as DHG podem levar à restrição do crescimento fetal, parto prematuro e diversas consequências adversas para a saúde a longo prazo. Portanto, identificar mulheres com alto risco e implementar intervenções precoces direcionadas a fatores de risco modificáveis é crucial.
Estudo realizado na Huazhong University of Science and Technology, na China, analisou se a força de preensão manual no início da gravidez poderia ser um medidor para estratificação de risco. A força de preensão manual é um indicador representativo da força muscular e do estado geral de saúde.
O estudo acompanhou 6.802 gestantes. A força de preensão manual foi medida no início da gravidez e avaliada de três maneiras: força de preensão manual absoluta (FPM) e dois índices relativos (FPM normalizada pelo índice de massa corporal ou pelo peso corporal).
Foram utilizados modelos de regressão logística para avaliar as associações entre a força de preensão manual e o risco de DHEG (hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia). Múltiplos biomarcadores metabólicos (lipídios sanguíneos, leptina, adiponectina, proteína C-reativa, peptídeo C, hemoglobina glicada e avaliação do modelo homeostático da resistência à insulina) foram medidos em 638 mulheres no momento da inclusão no estudo.
Os resultados mostraram que 180 mulheres desenvolveram DHEG durante a gravidez. Aquelas com menor força de preensão manual no início da gravidez tinham maior risco de hipertensão gestacional, o que indica que ela pode ser uma medida simples e útil para estratificação de risco.
Fonte: Chinese Medical Journal. DOI: 10.1097/CM9.0000000000004024.
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