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Isolamento social vai aumentar o número de nascimentos?

15 de maio de 2020 (Bibliomed). Durante o isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus, muitos casais estão aproveitando o “tempo sozinho” e tendo uma vida sexual mais intensa. Muitas pessoas acreditam que, daqui a alguns meses vivenciaremos um crescimento no número de nascimentos. Contudo, pesquisa da Universidade de Florença, na Itália, sugere que a probabilidade de isso ocorrer é baixa.

Os pesquisadores realizaram quase 1.500 entrevistas on-line e descobriram que quase 82% dos entrevistados disseram que não planejavam engravidar durante a pandemia de coronavírus. A pesquisa foi realizada na terceira semana do bloqueio na Itália e incluiu homens e mulheres em um relacionamento heterossexual estável por pelo menos um ano.

Dos 268 participantes que disseram que, antes da pandemia, tinham planos de ter um filho, mais de um terço abandonou suas intenções quando a pandemia ocorreu. Os principais motivos foram preocupações com futuras lutas econômicas (58%) e quaisquer possíveis consequências para a gravidez (58%) do novo coronavírus.

Embora quase metade das pessoas que responderam à pesquisa não tenham perdido o emprego ou a renda, o medo de instabilidades econômicas iminentes e futuras levou aquelas que estavam em busca de uma gravidez a interromper sua intenção em 58% dos casos.

Curiosamente, 140 (11,5%) dos participantes, principalmente mulheres, expressaram um novo desejo de paternidade durante a quarentena, com os principais motivos sendo "a vontade de mudar" (50%) e "a necessidade de positividade" (40%). Entretanto, apenas seis dos 140 (4,3%) realmente tentaram engravidar durante o confinamento.

O estudo também perguntou aos participantes sobre seus níveis de atividade sexual e descobriu que dois terços daqueles que não expressaram desejo de conceber antes ou durante a pandemia não relataram diminuição no sexo. O mesmo aconteceu com 60% das pessoas que já tentavam engravidar.

Fonte: Journal of Psychosomatic Obstetrics and Gynecology. DOI: 10.1080/0167482X.2020.1759545.

Copyright © Bibliomed, Inc.

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