Terapia genética pode conter os danos da Doença de Parkinson

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Saúde do idoso

Pode ser possível proteger os cérebros dos pacientes que sofrem com Doença de Parkinson de danos adicionais desligando um gene "regulador mestre", relatam os pesquisadores do Van Andel Institute, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores compararam os cérebros de pacientes com Parkinson e pessoas sem a doença neurodegenerativa e descobriram que um gene regulador mestre chamado TET2 era hiperativo nos cérebros de pessoas com Parkinson. Isso resultou em uma resposta imunológica aumentada e reativação do ciclo celular. Embora reiniciar o ciclo celular seja normal para muitos tipos de células, é mortal para as células cerebrais.

O estudo também descobriru que a redução da atividade de TET2 em cérebros de camundongos protege as células cerebrais de danos inflamatórios e da neurodegeneração resultante observada em pacientes com doença de Parkinson.

De acordo com os pesquisadores, essas e outras descobertas sugerem que a redução da atividade do TET2 pode fornecer uma nova maneira de preservar as células cerebrais em pacientes com Parkinson. Por exemplo, a redução da atividade de TET2 pode ser usada após um paciente ter um grande evento inflamatório, como uma infecção, para aliviar a inflamação residual sem interferir em seu papel normal e saudável no corpo.

Os autores explicam que o Parkinson é uma doença complexa com uma série de fatores desencadeantes. A redução temporária da atividade de TET2 pode ser uma forma de interferir com vários contribuintes para a doença, especialmente eventos inflamatórios, e proteger o cérebro da perda de células produtoras de dopamina. Eles ressaltam, contudo, que são necessários mais estudos antes que uma intervenção baseada em TET2 possa ser desenvolvida, mas é um caminho novo e promissor que já está sendo explorado.

Fonte: Nature Neuroscience. DOI: 10.1038/s41593-020-0690-y.

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