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Pesquisadores querem modificar os índices do cálculo de IMC

16 de agosto de 2012 (Bibliomed).  Pesquisa realizada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP) propõe que o indicativo de obesidade, o popular cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), seja modificado.

Realizado pela nutricionista Mirele Savegnago Mialich Grecco, o estudo indica a redução da obesidade de 30 quilos por metro quadrado (kg/m²), para 28,38 kg/m² para homens e 25,24 kg/m² para mulheres. Além disso, o trabalho propõe uma nova fórmula para se calcular o IMC, que hoje leva em conta apenas peso e altura. Mirele explica que é preciso incluir no cálculo a quantidade de massa gorda (gordura) do corpo.

O IMC utilizado hoje foi elaborado por Lambert Adolphe Jacques Quételet em 1835 e adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1997. O cálculo é feito pela divisão do peso da pessoa (em quilos) pelo quadrado de sua altura (em metros). Pela tabela, pessoas com IMC igual ou superior a 30,0 kg/m² são consideradas obesas; aquelas entre 25,0 kg/m² e 29,9 Kg/m² estão em sobrepeso; entre 18,5 kg/m² e 24,9 kg/m² estão dentro do peso normal; e abaixo de 18,5kg/m² estão desnutridas.

Mirele explica que a tendência mundial é levar em consideração vários fatores na hora de elaborar os pontos de corte, como faixa etária, sexo e etnia. Ela conta que no Japão o IMC de obesidade foi reduzido para 23 kg/m² e que nos Estados Unidos uma pesquisa indica que o ideal é que a obesidade seja medida a partir de 25 kg/m².

A pesquisa de Mirele se dividiu em duas fases. No mestrado, a pesquisadora além de propor um valor mais baixo de coorte para a obesidade, também desenvolveu um novo índice que leva em conta a massa gorda da pessoa. O peso é multiplicado por três e a massa gorda por quatro, e o valor é dividido pela estatura (em centímetros).

Na segunda fase do estudo, desenvolvida no doutorado, o cálculo foi aplicado e ajustado, o que permitiu a criação de faixas de classificação. Pela nova proposta, os valores de risco nutricional para subnutrição ficaram entre 1,35 a 1,65; para a normalidade, entre 1,65 e 2,0, e acima de 2,0, para a obesidade.

A pesquisadora ressalta que podem ser feitos ajustes nesses números, mas que eles são mais precisos na detecção da obesidade do que o índice utilizado atualmente.

Fonte: Agência USP, 02 de agosto de 2012

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