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Jornada dupla influencia saúde de jovens trabalhadores

26 de abril de 2012 (Bibliomed). Associar trabalho e estudo pode estar prejudicando a saúde dos jovens brasileiros. Essa conclusão é de um estudo realizado no Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSPUSP).

De acordo com o estudo, a dupla jornada de adolescentes aprendizes causa alterações como perda ou ganho excessivo de peso, sonolência e, principalmente, diminuição nos níveis de atenção e queda no desempenho escolar.

O estudo considerou jovens aprendizes empregados por meio da Lei da Aprendizagem e também pelo capítulo V do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990), através de uma Organização Não Governamental (ONG) na zona sul de São Paulo.

Realizado pela psicóloga Andréa Aparecida da Luz, o estudo entrevistou 40 jovens com idades entre 14 e 20 anos inscritos na ONG. Esses trabalhavam há pelo menos seis meses com jornada de trabalho de 40 horas semanais. Além disso, mantinham os estudos à noite.

As entrevistas revelaram abusos no trabalho, como, por exemplo, a obrigação de cumprir metas e cotas como funcionários com capacitação técnica, ou substituir cargos de chefia na ausência de supervisores. Além disso, a maioria dos jovens alegou não ter recebido treinamento específico para o cargo que ocupavam.

Apesar do cansaço e dos demais problemas, a maioria dos jovens afirmaram que não deixaria o emprego. As razões variam desde a intenção de realizar cursos universitários, ter poder de consumo ou, em outros casos, o salário é importante para renda familiar.

A pesquisa foi premiada no 30th “Congress of the International Commission on Occupational Health ICOH 2012”, que ocorreu no México, nos dias 18 a 23 de março deste ano.

Fonte: Agência USP, 24 de abril de 2012

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