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Remoção de gânglios linfáticos durante a cirurgia de câncer de tireóide pode ser benéfico

22 de dezembro de 2011 (Bibliomed).   De acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia, remover os gânglios linfáticos em pacientes com câncer na tireoide papilar pode evitar que a doença volte. A prática já é realizada em alguns casos como medida de prevenção, e a remoção pode der feita durante a retirada do tumor na tireoide.

Quando o câncer de tireoide entra em metástase, os gânglios linfáticos do pescoço são os que têm maiores chances de serem atingidos. De acordo com a pesquisa, os pacientes submetidos a esse procedimento apresentaram menores taxas de recorrência da doença e menores níveis de tireoglobulina, cujo quanto maior o nível, maiores as chances de desenvolvimento da doença.

“Descobrimos que as taxas de re-operação devido ao câncer foram menores em pacientes que tiveram a remoção dos gânglios linfáticos, o que sugere os benefícios da prática”, diz o coordenador da pesquisa, Dr. Michael Yeh. “Nossas descobertas podem ajudar a fortalecer esse procedimento no tratamento do câncer de tireoide papilar”, completa.

O estudo envolveu dados de 606 pacientes que receberam atendimentos em três unidades de tratamento nos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália, e foram divididos em dois grupos: um que havia sido submetido à retirada apenas da tireoide (Grupo A) e outro cujos gânglios linfócitos foram retirados junto com a tireoide (Grupo B). Os pacientes foram acompanhados por três anos e meio, em média, após a cirurgia.

A avaliação pré-operatória padrão incluía uma biópsia por agulha fina do tumor primário de tireoide e determinação do estágio da doença nos linfonodos através de exame físico e ultra-sonografia do pescoço. A taxa de recorrência total da doença foi de 6,9%, sendo 6,1% no Grupo A e 1,5% no Grupo B. Níveis de tireoglobulina estimulada foram menores entre os pacientes do Grupo B.

Taxas dos níveis de cálcio temporariamente baixos, um efeito colateral comum, foram significativamente maiores em pacientes do grupo B (9,7%) do que em pacientes do grupo A (4,1%). A taxa de complicações a longo prazo foi baixa para ambos os grupos (cerca de 1%).

“A redução na necessidade de novas cirurgias no pescoço é importante, pois reduz o risco de afetar algumas estruturas vitais alojadas na cavidade, como os nervos relacionados à voz”, diz o co-autor do estudo, Dr. Mark Sywak.

Fonte: EurekAlert!, 20 de dezembro de 2011.

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